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Não há impasse na Venezuela, afirma chanceler brasileiro

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GERAL

Não há impasse na Venezuela, afirma chanceler brasileiro

LUCIANA DYNIEWICZ
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Após o Itamaraty divulgar, na semana passada, uma nota em que pedia que a decisão das urnas fosse respeitada na Venezuela, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) afirmou que "tudo o que está acontecendo [no país] está sendo resolvido de acordo com a legislação, com o marco legal e com as instituições em vigor".
Segundo Vieira, "não há um impasse" no caso venezuelano e, por isso, o Mercosul não adotou medidas punitivas como o fez com o Paraguai.
Os paraguaios foram suspensos do bloco em 2012 porque seus pares consideraram que o impeachment do então presidente, Fernando Lugo, havia sido um golpe de Estado.
Agora, no entanto, "o problema é venezuelano e está sendo resolvido pelos venezuelanos", disse Vieira.
O comunicado do Itamaraty da semana passada foi publicado após o resultado das eleições no Estado de Amazonas ser impugnado, sob a alegação de compra de votos. A decisão afastava do Parlamento venezuelano três deputados antichavistas e um governista, derrubando a primeira supermaioria obtida pela oposição em 16 anos.
Os três deputados oposicionistas, porém, pediram a "desincorporação" (espécie de licença). A estratégia foi reduzir o total de deputados de 167 para 163, o que poderá garantir o controle da casa.
De acordo com o chanceler brasileiro, a nota do Itamaraty "não era para impor ou julgar. [Ela] celebrava a realização das eleições dizendo que é importante que haja respeito às urnas".
Em relação à impugnação dos deputados, o ministro afirmou que "o Judiciário está examinando a questão" e que é preciso esperar a decisão.
REUNIÕES NA ARGENTINA
Vieira discutiu o caso na manhã desta quinta-feira (14) em uma reunião de duas horas com a chanceler argentina, Susana Malcorra. O país vizinho diz estar de acordo "em tudo" com o Brasil em relação à Venezuela. Quando o presidente Mauricio Macri assumiu o cargo, em dezembro, no entanto, sua posição era mais dura.
O ministro brasileiro também se reuniu com Macri, com quem conversou sobre a retomada das relações entre os dois países. As negociações entre Brasília e Buenos Aires, tanto políticas quanto econômicas, estavam praticamente paralisadas no governo anterior, de Cristina Kirchner.
Para dar andamento ao processo de reaproximação, o ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento) deverá viajar à Argentina nos próximos 15 dias.
Depois, estão programados encontros entre os chefes das pastas de Ciência e Tecnologia e de Justiça. Essas reuniões prepararão o debate para a visita que Macri deverá fazer ao Brasil nos próximos meses.

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