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Grupo falsifica documentos e causa prejuízo de R$ 2 mi em Mariana

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GERAL

Grupo falsifica documentos e causa prejuízo de R$ 2 mi em Mariana

JOSÉ MARQUES
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Apresentando-se como representantes de uma empreiteira do Rio de Janeiro interessados em colaborar na tragédia de Mariana (MG), um grupo falsificou documentos, alugou dez veículos, entre carretas e retroescavadeiras, trabalhou por dias na limpeza da lama e depois sumiu, levando quatro desses equipamentos e causando um prejuízo de R$ 2 milhões a empresas e trabalhadores da cidade.
Uma caminhonete que custava R$ 90 mil também foi furtada. As outras seis máquinas foram abandonadas --três delas com danos na parte elétrica. Os golpistas deixaram dívidas em duas locadoras de veículos, um posto de gasolina, uma pousada e dez funcionários contratados.
O episódio foi relatado pelo prefeito de Mariana, Duarte Júnior (PPS), e pelos donos da pousada e das locadoras nesta quinta-feira (14), após a Polícia Civil em Ouro Preto (cidade vizinha a Mariana) ter aberto um inquérito para investigar o caso.
Segundo o prefeito, o grupo protocolou o pedido de serviço junto à área jurídica da prefeitura antes de começar as obras. "A empresa chegou no início de dezembro dizendo que ia disponibilizar máquinas para a tragédia", afirmou Duarte Júnior.
Em janeiro, eles começaram a retirar a lama dos locais atingidos e trabalharam por uma semana. "Depois de uma semana, essas máquinas foram retiradas dizendo que seria feita a manutenção [e desapareceram]", diz o prefeito.
Para fazer o serviço, eles alugaram o maquinário em Belo Horizonte e a caminhonete em Mariana, além de contratarem dez pessoas da região para trabalhar. Ninguém foi pago.
O equipamento tinha rastreadores, que foram desligados pelo grupo. No total, foram furtadas três retroescavadeiras e uma escavadeira hidráulica, além da caminhonete.
Dois dos golpistas se hospedaram na pousada Arcádia Mineira, em Ouro Preto, onde deixaram uma conta de R$ 1.700 sem pagar. Eles andavam com uma terceira pessoa e se identificaram pelos nomes de Anderson Vieira, Lucas Cunha e Wagner Bosque.
"Nossa desconfiança sobre eles começou porque eles passavam o dia fora, mas consumiam tudo o que tinha no frigobar, o que não é comum", afirmou o dono da pousada, Júlio Pimenta.
Pimenta afirma que os homens agiam com tranquilidade. Saíam pela manhã com uniformes de engenheiro e voltavam à noite, sujos de lama. O circuito interno do local gravou as imagens dos suspeitos. A Polícia Civil confirma o furto e diz que investiga o caso.
De acordo com Duarte Júnior, não é a primeira vez que golpistas se aproveitam da tragédia ocorrida no dia 5 de novembro, que provocou a morte de 19 pessoas e deixou um rastro de lama que atingiu o Espírito Santo.
Segundo o prefeito, três pessoas tentaram, com cheques falsos, sacar entre R$ 15 mil e R$ 30 mil da conta da prefeitura em que estão depositadas as doações destinadas às vítimas do rompimento da barragem, mas não tiveram sucesso.

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