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EUA dizem que aumentarão cota para refugiados da América Central

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GERAL

EUA dizem que aumentarão cota para refugiados da América Central

THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (13) que aumentarão sua cota de refugiados provenientes da América Central.
Em discurso, o secretário de Estado, John Kerry, não especificou qual será o número de pessoas aceitas nem prazos, mas dirigiu a medida a vítimas de tráfico humano.
"Tenho o prazer de anunciar planos de expansão do programa americano de admissão de refugiados para ajudar pessoas vulneráveis de El Salvador, Guatemala e Honduras", disse.
O objetivo, disse, é propor "alternativa segura e legal para a jornada perigosa que muitos se tentam a iniciar, tornando-se presa fácil para quem pratica tráfico humano e que não tem outro interesse fora seus próprios lucros".
Em setembro, Kerry havia anunciado a expansão do programa americano para refugiados do mundo inteiro para 85 mil em 2016, 15 mil a mais do que ano anterior -10 mil seriam para vítimas do conflito na Síria. Em 2017, o objetivo é chegar a 100 mil.
Em sua fala, o secretário de Estado rebateu críticas de republicanos ao governo Barack Obama. Segundo Kerry, membros da oposição procuram "atemorizar" a população, mas tais alegações não têm embasamento.
"Podemos manter os mais altos padrões de segurança e, ao mesmo tempo, viver de acordo com nossas melhores tradições, acolhendo quem precisa da ajuda desse grandioso país que somos", disse.
O chanceler afirmou que iria visitar refugiados em Silver Spring, em Maryland, para se assegurar da qualidade das condições em que são recebidos.
Pré-candidatos republicanos têm criticado a política imigratória de Obama, dizendo que dá brechas para a entrada de terroristas em território americano.
O empresário Donald Trump, primeiro colocado em pesquisas de intenção de voto entre os republicanos, chegou a sugerir que o país barre a entrada de muçulmanos até que haja garantias de ausência de riscos para o país.
Trump também defende a construção de um muro na fronteira com o México para impedir a entrada de imigrantes sem documentação.
IRÃ
Em sua fala nesta quarta, Kerry agradeceu ao Irã pela agilidade com que providenciou a libertação de dez membros da Marinha americana, detidos na véspera por invadir águas territoriais do país no golfo Pérsico.
"Está claro que hoje que esse tipo de questão pode ser resolvido de forma pacífica e eficiente, o que atesta o papel fundamental da diplomacia em manter o nosso país seguro e forte", afirmou.
Kerry citou o acordo que prevê o fim gradual do programa nuclear iraniano em troca do levantamento de sanções como um dos progressos alcançados na política externa americana em 2015. O acordo do clima em Paris e o TPP, tratado comercial com nações do Pacífico, também foram mencionadas como avanços.
Ele exortou o Congresso a aprovar o tratado, que impulsionará a economia, argumentou. "O TPP vai contribuir para a prosperidade americana ao baixar barreiras de nossas exportações e criar mais trabalhos e pagar maiores salários."
SÍRIA
Uma das principais agendas da política externa americana em 2016 será o conflito na Síria. A decorrente onda de refugiados contribuiu para o aumento do extremismo violento, argumentou, e sua dizimação é prioridade para o Departamento de Estado americano.
"Derrotar o Daesh [acrônimo em árabe para a facção terrorista Estado Islâmico] é o primeiro pilar de nossa estratégia. O segundo é trabalhar com nossos aliados para impedir que a violência se espalhe", discursou.
"O terceiro pilar da estratégia é desmontar o conflito, e isso só pode ocorrer por meio de uma transição política", defendeu Kerry, citando resolução aprovada pela ONU que prevê também cessar-fogo e novas eleições.
"No final, o Daesh será derrotado, e os progressos que alcançamos nessa batalha são inegáveis."
Para os EUA, "transição política" significa a saída do ditador sírio, Bashar al-Assad -aliado da Rússia, que se opõe à sua retirada do poder.

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