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Curitiba vai à Justiça contra frota menor de ônibus na greve

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GERAL

Curitiba vai à Justiça contra frota menor de ônibus na greve

JULIANA COISSI
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Após o início da greve de motoristas e cobradores em Curitiba nesta terça-feira (12), a prefeitura da capital paranaense vai à Justiça contra o Sindimoc (sindicato que representa a categoria) devido à pouca circulação de ônibus nesta manhã nas ruas.
Motivados por atraso no pagamento de salários, os trabalhadores anunciaram greve parcial nesta segunda (11) -apenas 20% da frota circulou no início da manhã, pela estimativa do Sindimoc.
Pelo acordo firmado com o Ministério do Trabalho, eles manteriam 30% da frota ao longo da paralisação, sendo 50% da frota nos horários de pico.
Segundo o presidente da entidade, Anderson Teixeira, durante a madrugada houve tentativa de estimular parte dos motoristas a sair com os ônibus do pátio para cumprir os 30% e 50%. "Mas o pessoal está indignado e não quis sair. Ninguém [das empresas] deu resposta de quando sairá o pagamento.
A paralisação de ônibus deixou passageiros por horas esperando nos terminais. Muitos foram obrigados a pedir carona, caso da diarista Sueli Alves Lourenço, 36. Ela demorou uma hora e meia para chegar de sua casa ao terminal da praça Rui Barbosa, no centro. Mas ao tentar trocar de ônibus, soube que sua linha não circularia. "Meu patrão da casa que vou limpar hoje vai ter que vir me buscar".
A auxiliar de produção Vanderleia Ribas, 26, saiu 5h50 de casa, no bairro Piraquara, onde os ônibus circularam normalmente, até chegar ao centro. Já eram 10h sem nenhum sinal de ônibus para seguir a viagem. Ela aguardava a empresa buscá-la no ponto. "Acho que deviam ter mais responsabilidade e manter os 50% pelo menos que foi prometido".
Responsável pelo sistema de transporte público, a Urbs informou que vai acionar a Justiça para que sejam cumpridos os percentuais mínimo de 30% de frota nos períodos comuns e 50% no horário de pico. No fim da manhã, segundo boletim do órgão, 3 das 11 empresas operavam com 100% da frota, outras três parcialmente e as demais estavam sem nenhum veículo em circulação.
A tarifa na capital paranaense é de R$ 3,30. Em nota nesta segunda, a Setrans, sindicato responsável pelas empresas de ônibus, admitiu que há atraso de pagamento de parte dos salários de 8 das 11 empresas e que não há previsão de quando serão quitados integralmente.
Afirmou ainda que o valor da tarifa técnica, aquela repassada pela prefeitura, não cobre os custos totais do serviço para pagamento de funcionários.

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