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Merkel defende expulsão de refugiados condenados da Alemanha

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Merkel defende expulsão de refugiados condenados da Alemanha

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu neste sábado (9) uma rigidez maior para as regras de expulsão dos refugiados condenados, ao afirmar mesmo que aqueles que receberam uma suspensão condicional da pena devem deixar a Alemanha.
"Se um refugiado não cumpre as normas, devem existir consequências. Isto significa que devem perder o direito de residência, independente se tem uma suspensão da pena ou uma condenação à prisão", disse Merkel, enquanto milhares de pessoas protestavam em Colônia por causa da participação de refugiados em ataques sexuais contra mulheres ocorridos no Ano-Novo. Cerca de 1.700 policiais estão nas ruas de Colônia enquanto os manifestantes, inclusive membros do movimento anti-Islã Pegida, aguardam autorização para marchar pela cidade.
"Se a lei não é suficiente, a lei deve ser alterada [...] O direito ao asilo pode ser perdido se uma pessoa é colocada em condicional ou presa", disse Merkel.
A chanceler afirmou que uma lei mais rígida "não beneficiará apenas os interesses dos cidadãos, mas também os dos refugiados que estão aqui".
Durante uma reunião em Mainz, sudoeste da Alemanha, a direção do partido conservador da chanceler, a CDU, concordou em solicitar que a perda ao direito de asilo na Alemanha se torne mais sistemática em caso de delito. Essa postura deverá ser debatida com o seu aliado na coalizão de governo, o partido social-democrata SPD.
A lei alemã impõe atualmente uma condenação de pelo menos três anos de prisão para permitir a expulsão de um solicitante de asilo durante a análise de seu caso, desde que sua vida ou saúde não sejam ameaçados em seu país de origem.
A Alemanha recebeu 1,1 milhão de demandantes de asilo em 2015 e os eventos de 31 de dezembro em Colonia deixaram o país em estado de choque, com o aumento das críticas à política de recepção promovida por Merkel.
CRIMES NO ANO-NOVO
A polícia federal da Alemanha anunciou nesta sexta (8) que identificou 18 solicitantes de asilo no país entre o grupo de 31 presos suspeitos de cometerem crimes durante a festa de Ano-Novo de Colônia, no oeste do país.
Os agentes afirmam que eles fazem parte da quadrilha de criminosos que atacou principalmente mulheres que participavam da festa de réveillon em frente à estação de trem. Algumas das vítimas sofreram abuso sexual e estupro, o que provocou revolta no país.
Porém, nenhum dos presos desta sexta estaria envolvido em crimes sexuais, de acordo com o porta-voz do Ministério do Interior, Tobias Plate. Os homens são suspeitos de praticar 32 delitos ao todo, como agressão, furto e roubo.
Dentre eles, há nove argelinos, oito marroquinos, cinco iranianos, quatro sírios, dois alemães, um iraquiano, um sérvio e um americano. Plate não divulgou, no entanto, quais deles eram os solicitantes de asilo.
Segundo a polícia de Colônia, foram recebidas 121 denúncias de mulheres que disseram ter sido roubadas, ameaçadas e abusadas sexualmente por quadrilhas de homens em sua maioria com aparência árabe ou do norte da África.
Na quinta (7), a polícia local prendeu um adolescente de 16 anos e um homem de 23 que tinham vídeos das agressões em seus celulares e uma folha de papel com termos vulgares em árabe traduzidos para o alemão.
Além da comoção pelos crimes, a onda de violência no Ano-Novo em Colônia levou a protestos contra o acolhimento de refugiados na Europa, apoiado pela chanceler Angela Merkel. No ano passado, a Alemanha recebeu 1,1 milhão de pedidos de asilo e refúgio.
Para os refugiados, o temor é que a revolta se volte contra eles. "Nossa primeira reação foi: agora vão nos odiar. O que fizeram foi uma vergonha", afirma o kosovar Asim Vllaznim, 32, que chegou à Alemanha com seus cinco filhos.
A onda de violência levou à destituição do chefe de polícia de Colônia, Wolfgang Albers. Para o ministro do Interior do Estado da Renânia do Norte-Westfália, Ralf Jäger, a medida era necessária para recuperar a confiança da população.

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