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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem foi morto ao tentar atacar os policiais de uma delegacia no 18º distrito de Paris nesta quinta-feira (7), dia em que completa um ano o ataque ao jornal satírico "Charlie Hebdo", que deixou 12 mortos.
Segundo o Ministério do Interior francês, o homem entrou no prédio e tentou esfaquear um dos agentes, que se feriu levemente. Ele também carregava um cinto em que afirmava ter explosivos, mas que o governo disse ser falso.
Durante o ataque, o agressor gritou "Allahu Akbar" ("Deus é maior", em árabe). A frase é comumente dita por radicais islâmicos antes de cometerem atentados. Depois de ferir o policial, ele foi morto por outros agentes.
Os policiais da delegacia atacada pediram aos pedestres que passavam perto que se escondessem em uma loja, e os alunos de um jardim de infância vizinhos foram colocados em confinamento.
O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, foi à delegacia depois da ação. A Promotoria de Paris investiga a ação, mas ainda não se sabe o motivo do ataque e se o autor teria relação com algum grupo terrorista.
CERIMÔNIA
Minutos antes, o presidente francês François Hollande havia dito que a "ameaça terrorista" ainda pesa sobre o país, em discurso a policiais responsáveis por proteger o país de novos atentados.
Como resposta ao terrorismo, Hollande anunciou a abertura de um concurso com 5.000 vagas para a polícia e a adoção de novas leis para prevenir novos ataques contra as cidades francesas.
Há um ano, os extremistas islâmicos Said e Chérif Kouachi invadiram a Redação do jornal satírico "Charlie Hebdo" e mataram 12 pessoas, incluindo chargistas e outros funcionários.
A ação foi reivindicada pela Al Qaeda na Península Arábica, filial da rede terrorista no Iêmen. Os dois irmãos, franceses e descendentes de argelinos, fizeram treinamento no país anos antes de cometerem o ataque.
Nos dias seguintes, outras cinco pessoas foram mortas em ataques relacionados em outros pontos da capital francesa. O mais grave foi o cerco contra um mercado kosher, que terminou com quatro mortos.
Desde então, as autoridades francesas decretaram alerta máximo contra o terrorismo. Isso, no entanto, não impediu que Paris fosse alvo de novos atentados em 13 de novembro, que deixaram 130 mortos.
Os terroristas atacaram restaurantes e bares do 11º distrito, a casa de shows Bataclan e tentaram entrar no Stade de France, onde acontecia um amistoso entre as seleções da França e da Alemanha.
Os atentados foram reivindicados pela milícia radical Estado Islâmico. Após a segunda série de ataques, o governo fez um novo reforço na segurança e estabeleceu três meses de estado de emergência.

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