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Aliados regionais da Arábia Saudita tensionam relações com Irã

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Aliados regionais da Arábia Saudita tensionam relações com Irã

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Bahrein, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Sudão, aliados da Arábia Saudita, anunciaram nesta segunda-feira (4) o tensionamento de suas relações diplomáticas com o Irã, um dia depois de o regime saudita cortar relações com o país persa.
O Bahrein anunciou o corte de relações com o Irã e deu aos diplomatas desse país 48 horas para que deixem seu território.
Poucas horas depois, os EAU anunciaram o rebaixamento de suas relações com o Irã para apenas assuntos comerciais e convocaram seu embaixador em Teerã. A federação justificou sua decisão devido às "contínuas interferências do Irã em assuntos internos de países árabes e do golfo".
A chancelaria do Sudão também anunciou o rompimento das relações diplomáticas desse país com o Irã.
Neste domingo (3), a Arábia Saudita cortou suas relações com o Irã após o país persa criticar duramente a execução pelas autoridades sauditas do clérigo xiita Nimr al-Nimr, proeminente crítico da monarquia saudita. Durante uma manifestação no sábado (2), a embaixada saudita em Teerã foi atacada.
Nesta segunda, as autoridades sauditas cancelaram todos os voos entre o país e o Irã. À agência de notícias Reuters, o ministro das Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, afirmou que as relações comerciais também serão suspensas.
Jubeir disse que Nimr al-Nimr era um terrorista e que todas as medidas são uma reação ao que chamou de "agressão iraniana". "Não há uma escalada por parte da Arábia Saudita. Todas nossas ações são uma reação. São os iranianos que entraram no Líbano. São os iranianos que enviaram as Forças Quds e sua Guarda Revolucionária à Síria."
Potências econômicas da região, Arábia Saudita, de maioria sunita, e Irã, xiita, assumem lados opostos em conflitos armados na Síria e no Iêmen e acusam-se mutuamente de patrocinar o terrorismo.
HAJJ
A decisão da Arábia Saudita de cortar relações com o Irã pode levar o país persa a parar de enviar peregrinos ao Hajj, rito islâmico organizado anualmente em Meca, na Arábia Saudita, disse nesta segunda-feira o advogado Mohammad ali Esfanani, porta-voz da Comissão Jurídica do Parlamento iraniano.
"Quando um país corta laços diplomáticos conosco, quer dizer que é hostil em relação a nós" disse Esfanani, de acordo com a agência de notícias ISNA. O Irã não enviou peregrinos ao Hajj entre 1988 e 1991, período de elevada tensão com a Arábia Saudita.
O chanceler saudita disse que os iranianos continuarão a ser bem-vindos às cidades de Meca e Medina, apesar do rompimento diplomático. No entanto, não afirmou como farão para conceder os vistos aos cidadãos da República Islâmica.
Também nesta segunda-feira, o porta-voz da Chancelaria iraniana, Jaberi Ansari, acusou a Arábia Saudita de executar Nimr com o objetivo de alimentar tensões na região. "A Arábia Saudita tem interesse em tensões e confrontos contínuos, e até sua existência depende disso", afirmou.

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