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Sauditas sofrerão castigo divino por matar clérigo, diz líder supremo do Irã

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GERAL

Sauditas sofrerão castigo divino por matar clérigo, diz líder supremo do Irã

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse neste domingo (3) que os líderes políticos sauditas sofrerão com o castigo divino por terem executado o clérigo xiita Nimr al-Nimr no último sábado (2).
"O sangue derramado injustamente deste mártir vai, sem dúvida, em breve mostrar seus efeitos e a divina vingança cairá sobre os políticos sauditas", disse Khamenei, segundo informou a televisão estatal iraniana.
Opositor à monarquia sunita Al Saud, que rege a Arábia Saudita, Nimr foi punido com a pena capital após ser acusado de insubordinação e ameaça à união nacional. Com ele, foram executados outros três religiosos xiitas.
A morte do clérigo xiita levou a protestos violentos no Irã e em outras áreas de maioria muçulmana. A execução ainda acirrou a tensão entre os rivais iranianos e sauditas, envolvidos em conflitos no Iêmen, na Síria e no Iraque.
O líder supremo iraniano considerou a morte de Nimr um erro político do governo saudita e acusou a maior monarquia do golfo Pérsico de ter cometido um crime, assim como "outros similares que se realizam no Iêmen e no Bahrein".
Em referência aos Estados Unidos, principal aliado internacional dos sauditas, Khamenei criticou o que chamou de "silêncio dos reclamantes de liberdade, democracia e de direitos humanos".
"Este clérigo oprimido não encorajava as pessoas a um movimento armado e nem havia realizado uma conspiração oculta, a única coisa que fazia era criticar abertamente", comentou o líder supremo.
Os quatro xiitas foram condenados por envolvimento nos protestos da minoria xiita contra o regime saudita entre 2011 e 2013. Na ocasião, mais de 20 manifestantes xiitas foram baleados e mortos pelas forças de segurança.
As famílias dos executados negaram diversas vezes o envolvimento deles em ataques aos soldados. Grupos de direitos humanos consideraram acusaram o regime de tortura e de negar o acesso dos condenados a advogados de defesa.
Junto com eles, foram executados 43 radicais sunitas, a maioria deles membros da Al Qaeda. A maior execução em massa desde 1980 foi considerada pelas autoridades parte do combate ao terrorismo.
PROTESTOS
A execução levou a protestos violentos de iranianos durante a madrugada deste domingo. Centenas de manifestantes atacaram a embaixada saudita em Teerã com pedras, paus e coquetéis molotov.
As bombas de fabricação caseira provocaram um incêndio em uma das alas da representação diplomática, que precisou ser contido pelos bombeiros. Pelo menos 40 pessoas foram presas durante os atos violentos.
Da mesma forma que na capital, o consulado saudita em Mashhad, no nordeste iraniano, também foi atacado durante a noite. Apesar de ter condenado a morte do clérigo xiita, o presidente Hasan Rowhani criticou os manifestantes;
"A ação tomada por um grupo de extremistas contra a embaixada e o consulado da Arábia Saudita, que devem estar legal e religiosamente sob a proteção da República Islâmica, é totalmente injustificável", afirmou.
Houve protestos também no Líbano, no Paquistão, na Caxemira e no Iraque. Em nota, o Departamento de Estado dos EUA disse que a execução "traz o risco de exacerbar as tensões sectárias no momento em que precisam ser reduzidas".
As autoridades americanas pediram aos sauditas que "respeitem e protejam os direitos humanos". O crescimento da tensão sectária também preocupa a ONU e a União Europeia, que também pediram calma aos dois lados.

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