Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

CBF alega 'abandono' do Maracanã para evitar jogos da seleção no estádio

Loading...

ESPORTES

CBF alega 'abandono' do Maracanã para evitar jogos da seleção no estádio

SÉRGIO RANGEL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, disse que o Maracanã "está meio abandonado" ao justificar a sua decisão de tirar o último jogo da seleção das eliminatórias do estádio carioca.

Em outubro, a seleção enfrentará o Chile, no Estádio do Palmeiras. Tite havia pedido para jogar a partida no Maracanã.

"O Maracanã ainda não está em condições de receber a seleção. Precisam deixar vestiários em ordem, cadeiras em ordem. Quando tiver em ordem, aí vamos lá. Está meio abandonado, sim. Temos que voltar a jogar no Maracanã. Mas eu não sou dono do Maracanã. Quem tem que cuidar é o governo, o dono do estádio", disse o dirigente, após assistir a convocação de Tite para os dois próximos confrontos nas eliminatórias da Copa do Mundo contra o Equador, dia 31, em Porto Alegre; e Colômbia, dia 5, em Barranquilla.

Ate então, a seleção nunca havia ficado uma edição das eliminatórias sem jogar no Maracanã.

A Odebrecht e a AEG trava uma disputa nos bastidores para devolver o estádio ao governo do Estado. O consórcio entrou em outubro no ano passado com um pedido de arbitragem na FGV (Fundação Getúlio Vargas).

A arbitragem é um dispositivo jurídico previsto em parcerias público-privadas, como a da concessão do Maracanã. Pelo contrato de cessão do estádio carioca, o tribunal é uma espécie de última instância, e sua sentença não pode ser levada à Justiça.

O consórcio decidiu acionar a FGV após cerca de três anos tentando renegociar o contrato. Em junho de 2016, o grupo enviou uma carta à Secretaria da Casa Civil informando sobre a sua saída do negócio, mas não obteve resposta oficial sobre o destrato.

O consórcio alega que a operação do estádio foi inviabilizada pela proibição da derrubada do parque aquático e do estádio de atletismo anunciada pelo governo após a conclusão da licitação.

O grupo tinha planos para erguer um centro comercial e estacionamentos nestes lugares para tornar o empreendimento financeiramente mais rentável.

Palco da final da Copa do Mundo e da abertura dos Jogos Olímpicos, o Maracanã foi reformado por cerca de R$ 1, 2 bilhão pela Odebrecht e pela Andrade Gutierrez.

A obra entrou na Lava Jato. Executivos da Odebrecht afirmaram a procuradores, em tratativas para negociar delação premiada, que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) cobrou propina em obras como o a do metrô e a reforma do Maracanã.

Depois de pronta, a arena foi repassada ao consórcio por 35 anos após uma licitação realizada em 2013.

O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Últimas Notícias