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Bravo defende três pênaltis e põe Chile na final da Copa das Confederações

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Bravo defende três pênaltis e põe Chile na final da Copa das Confederações

FÁBIO ALEIXO

KAZAN, RÚSSIA (FOLHAPRESS) - Claudio Bravo se tornou o grande herói do Chile nesta quarta-feira (29), em Kazan (Rússia). O goleiro defendeu todas as três cobranças portuguesas na disputa de pênaltis após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.

Nas penalidades máximas, os chilenos venceram por 3 a 0. O goleiro do Manchester City pegou as cobranças de Ricardo Qauresma, João Moutinho e Nani. Vidal, Aránguiz e Sanchez converteram para a seleção sul-americana.

O resultado garante o Chile na decisão da Copa das Confederações logo em sua primeira participação. A decisão será no domingo (2) contra o vencedor do jogo entre Alemanha e México, em São Petersburgo. Portugal terá agora de se contentar com a disputa do terceiro lugar, também no domingo, em Moscou.

Bravo foi eleito o melhor atleta em campo apenas em sua segunda partida no torneio. Ele ficou fora dos dois primeiros jogos porque ainda se recuperava de uma lesão na panturrilha da perna esquerda sofrida no fim da temporada inglesa. Até então, estava sendo substituído por Johnny Herera.

O Chile foi superior a Portugal na primeira etapa, dominando a posse de bola e criando as melhores chances de gol. Entretanto, pecava nas finalizações.

A chance mais clara de gol veio logo aos seis minutos. Sánchez deu bom passe para Vargas que, na cara do gol, acabou chutando em cima do goleiro Rui Patrício, que saiu fechando bem o ângulo.

A única oportunidade real de Portugal foi na sequência. Em cruzamento rasteiro de Cristiano Ronaldo, André Silva chegou finalizando de primeira mas parou em uma grande defesa de Bravo.

Após este susto, o Chile soube controlar bem a partida e só não inaugurou o marcador porque Aránguiz teve azar numa finalização e errou feio em outra.

Na primeira, aos 28, ele chegou de surpresa na área e sua cabeçada raspou a trave. Na segunda, no minuto seguinte, bateu mal de primeira uma bola que sobrou livre.

Estrela de Portugal, Ronaldo esteve apagado na primeira metade. Sua única finalização foi em uma cabeçada que foi para fora.

A segunda etapa já foi muito mais equilibrada, com nenhum time conseguindo se impor sobre o outro. Assim, as oportunidades de gol também foram mais escassas.

O Chile só ameaçou em uma meia-bicicleta de Vargas que exigiu grande defesa de Rui Patrício aos 11 minutos.

No lance seguinte, Cristiano Ronaldo recebeu dentro da área, fintou o goleiro e chutou em cima de Bravo, que fez a defesa no susto. À medida que o tempo ia passando as seleções começaram a ser mais cautelosas e o 0 a 0 persistiu até a prorrogação.

No tempo extra, o Chile merecia ter saído com a vitória. Foram três lances claros de gol em que a bola não entrou por capricho.

Aos quatro minutos do primeiro tempo, uma cabeçada de Alexis Sánchez tirou tinta da trave.

Mas o mais sofrido para os chilenos estava por vir. Aos 13 minutos do segundo tempo, Vidal pegou um rebote e encheu o pé. A bola explodiu na trave. Na sobra, Rodríguez conseguiu alcançá-la com a perna esquerda e ela bateu no travessão e sobrou nas mãos de Rui Patrício.

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