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Confederação aguarda revogação de punição pela Fiba

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Confederação aguarda revogação de punição pela Fiba

GIANCARLO GIAMPIETRO E PAULO ROBERTO CONDE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A CBB (Confederação Brasileira de Basquete) aguarda para as próximas semanas o anúncio do fim de sua suspensão pela Fiba (federação internacional). A liberação ou não da confederação será decidida com base no relatório do conselheiro espanhol José Luis Sáez, que realizou visita de inspeção ao Brasil na semana passada.

Após se despedirem do emissário, dirigentes manifestaram otimismo de que a punição seja revogada.

A decisão, inicialmente aguardada para o próximo dia 21, data da próxima reunião do Comitê Executivo da entidade, pode ser antecipada para domingo (11).

Devido à suspensão da Fiba, clubes e seleções do país estão proibidos de disputar competições internacionais desde novembro de 2016.

A punição já afastou clubes do país da Liga das Américas. Também custou às seleções masculina e feminina sub-19 vagas para Mundiais. Os times sub-15 foram barrados de Sul-Americanos.

As seleções principais seriam o próximo alvo. Em novembro, a Fiba vai por em prática novo calendário, com a realização de eliminatórias para o Mundial de 2019. Hoje o Brasil estaria fora.

"É uma situação horrível", disse o armador Raulzinho. "Os atletas têm de se preparar para jogar. É pensar positivo para sair desse buraco."

Em menos de três meses, o novo presidente da CBB, o empresário e ex-jogador Guy Peixoto, teve de se desdobrar com poucos recursos.

No plano administrativo, submeteu contas -e dívidas perto de R$ 20 milhões- a auditoria. Antes mesmo da conclusão dos estudos, Peixoto soube que o rombo era mais grave do que se imaginava.

Também obteve certidão negativa de débitos que lhe permite receber novamente verba das loterias federais.

O impasse é gerar recursos quando as seleções, seu principal ativo, estão suspensas.

A hesitação com a CBB já transcende o motivo inicial da punição: o não pagamento do convite da seleção masculina para o Mundial de 2014. Estão pendentes 175 mil euros (R$ 640 mil), valor que a confederação conseguiria quitar sem dificuldade.

Pesa a credibilidade avariada pela gestão passada.

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e o escritório da NBA no Brasil apoiam a CBB.

O tratamento da Fiba ao caso brasileiro não encontra unanimidade na cúpula da entidade. O principal líder da federação, porém, o secretário geral Patrick Baumann, oferece resistência.

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