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Gols podem render a Cristiano troféus e igualdade com Messi

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Gols podem render a Cristiano troféus e igualdade com Messi

ALEX SABINO, ENVIADO ESPECIAL

CARDIFF, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - Zidane nem respirou antes de responder qual time venceria o duelo entre o Real Madrid do início do século, em que era titular no meio-campo, e o atual.

"O atual. Porque tem Cristiano Ronaldo. Ele faz gols."

Astro do título francês na Copa do Mundo de 1998 e campeão da Liga dos Campeões pelo Real em 2002, Zidane é um dos maiores meias da história. A resposta arrancou sons de escárnio entre jornalistas. "Vocês têm ideia do quanto é difícil fazer um gol?", questionou.

Gols são o ofício de Cristiano Ronaldo, 32, que atualmente detém o título de melhor do mundo e é candidato a repetir o feito. Sobretudo se o Real bater a Juventus neste sábado (3), na final da Liga dos Campeões.

Nem sempre foi assim. Entre 2003, quando foi contratado aos 18 anos pelo Manchester United, e 2006, quando explodiu no futebol, o atacante não foi unanimidade. Tinha flashes de talento, mas acumulava críticas pelo excesso de firulas.

Contratado em 2009 pelo Real, ele se tornou o maior artilheiro da história do clube, com 404 gols. Com 118, está em 18º no ranking de goleadores do time inglês.

"Ele é o melhor jogador com o qual você pode querer trabalhar. Nunca está cansado. Sempre quer melhorar mais e mais. Ele é um exemplo. Em 2009, quando se tornou inevitável ele ir para o Real Madrid, eu lhe disse: 'Vá lá e não se preocupe em se tornar o melhor do mundo porque você já é'", disse à reportagem, por meio de mensagem da assessoria, Alex Ferguson, ex-técnico do Manchester United.

Foi com Ferguson que Cristiano Ronaldo virou uma máquina de fazer gols.

Para Madri, ele levou a incansável prática de faltas e finalizações. Apurou o faro de gol, virou maior referência ofensiva e se tornou ainda mais vaidoso. A diretoria do clube teve de esconder o valor correto da negociação por Gareth Bale em 2013 para não melindrar Ronaldo, que deixaria de ser o jogador mais caro do elenco.

"Ele tem de ser o centro das atenções. Se isso não acontece, começam os problemas", afirma René Meulesteen, que trabalhou com o artilheiro em Old Trafford.

O título da Liga dos Campeões colocará Ronaldo de novo como favorito para ser escolhido melhor do mundo. A quinta conquista igualaria a marca de Messi, com quem vive uma disputa particular que, pela intensidade e duração, é a maior da história do futebol.

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