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ATUALIZADA - Justiça espanhola multa Santos em R$ 15 mi e Neymar em R$ 729 mil

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ATUALIZADA - Justiça espanhola multa Santos em R$ 15 mi e Neymar em R$ 729 mil

ALEX SABINO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Santos foi multado pela Justiça espanhola nesta terça (2) a pagar multa de R$ 15 milhões (4.304.533 euros) em processo criminal aberto pelo Grupo DIS pela venda de Neymar. O juiz José de la Mata, que cuida do caso, determinou que haverá julgamento por fraude e corrupção nos negócios por causa da transação que levou o jogador para o Barcelona.

Neymar, seus familiares e sua empresa estão incluídos apenas neste último caso. Santos, Barcelona, o ex-presidente do clube paulista Odilio Rodrigues Filho, os ex-dirigentes da equipe catalã Alexandre Rosell Feliu e Josep Maria Bartolomeu serão julgados por fraude.

"O Santos Futebol Clube deve assegurar a quantidade de 4.304.533 euros (3.228.400 mais 1/3), para cubrir a responsabilidade que puderem resultar procedentes em conceito de multa", diz o texto da decisão, que a reportagem teve acesso.

Este valor deve ser pago como caução, para que o clube tenha direito de se defender. Se for inocentado, o dinheiro é devolvido. Ainda não há data para o julgamento.

O clube brasileiro, que negociou Neymar com o Barcelona em 2013, também deverá pagar, de maneira solidária, outros R$ 15,7 milhões para cobrir possíveis responsabilidades civis. Os outros "solidários" são, novamente, Barcelona, Rosell, Bartolomeu e o Odilio Rodrigues. Não fica claro, pela decisão, quem vai pagar quanto. Se a quantia for dividida em partes iguais, o Santos terá de desembolsar mais R$ 3,7 milhões.

A Justiça espanhola não incluiu Neymar, sua empresa e familiares no processo de fraude. Apenas no que se refere à corrupção. Neste caso, o jogador, seu pai e mãe deverão pagar, cada um, R$ 232 mil (66.666 euros). A N&N Consultoria Esportiva e Empresarial Ltda, empresa dos pais do atacante da seleção brasileira, será obrigada a quitar R$ 33,4 mil (9.600 euros).

Na conta geral, no que se refere a Neymar e sua família, o pagamento para se defender chegará a R$ 729,4 mil.

"Nós consideramos a decisão de hoje uma grande vitória", disse Altamiro Bezerra, CEO das empresas de Neymar.

O Santos afirma não ter conhecimento da decisão e não pode se pronunciar, no momento. "Nós temos uma advogada em São Paulo cuidando deste caso para nós. Não tínhamos conhecimento de nada. Pedi para a ela verificar. Soubemos pela imprensa que houve uma decisão", afirma José Ricardo Tremura, responsável pelo departamento jurídico da equipe paulista.

O Barcelona também vai pagar R$ 15 milhões para se defender no caso.

Com problemas de caixa, o Santos fez empréstimo no mês passado R$ 13 milhões com o empresário de futebol Giuliano Bertolucci. A devolução será feita quando o clube vender algum jogador para o exterior.

DIS

A DIS, fundo de investimento brasileiro que move a ação, acusa as partes — Neymar, Santos e Barcelona — de ocultarem valores da transação do atacante para o Barcelona em 2013. Com isso, teriam deixado de pagar o valor correspondente aos 40% do montante total da venda do ex-santista. A DIS era dono de parte dos direitos do jogador.

Neymar foi vendido por cerca de 17 milhões de euros do Santos para o Barcelona, em 2013. Antes disso, porém, o clube catalão pagou 40 milhões de euros diretamente à empresa do jogador. O Santos recebeu cerca de 12 milhões de euros em contratos extras, no momento da concretização da venda. Segundo os clubes, os valores correspondem a acordos de prioridade dada ao Barcelona em futuras vendas de jogadores santistas, entre outras parcerias.

A DIS contesta essa versão e diz que houve fraude e ocultação do valor total do negócio para prejudicar a empresa. Na sua ação, ele pede a prisão de Neymar por cinco anos. A empresa solicita ainda que o jogador fique impossibilitado de atuar durante o período da pena.

"A gente deu oportunidade para eles fazerem um acordo . Quem causou isso foi ele [Neymar]. Quem recebeu os 40 milhões de euros não fui eu. Quem jogou a final do Mundial de Clubes pelo Santos já vendido pelo Barcelona [em 2011], não fui eu"", contesta Roberto Moreno, diretor executivo da DIS.

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