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Torcida da Chapecoense aplaude gol do Atlético Nacional na final da Recopa

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Torcida da Chapecoense aplaude gol do Atlético Nacional na final da Recopa

RAFAELA MENIN

CHAPECÓ, SC (FOLHAPRESS) - Uma decisão no futebol sem divisão de torcidas. Parece até história, mas é real. Aconteceu nesta terça-feira (4), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

Brasileiros e colombianos ficaram juntos em meio aos 20 mil torcedores que vestiram verde e branco e lotaram a Arena Condá, palco do primeiro jogo da Recopa Sul-Americana - que reuniu o Atlético Nacional, vencedor da Libertadores, e a Chapecoense, campeã da Sul-Americana.

Os jogadores entraram em campo em duas filas, mas misturaram-se uns aos outros para demonstrar a união das duas cidades e dos dois países. E não parou por aí: o ápice foi quando a torcida aplaudiu o primeiro gol do Atlético Nacional. É claro que a vibração foi imensamente maior poucos minutos antes, em uma cobrança de pênalti da Chape.

Foram 90 minutos de jogo, mas sem as tradicionais barreiras físicas e de policiais separando as torcidas. Foi um "Show de Gratidão", como a Chapecoense frisou durante toda a noite. Show que também foi marcado pela presença de Duca Leindecker (ex-Cidadão Quem), que cantou "Dia especial".

As homenagens de Chapecó para a Colômbia começaram 1h15 antes do jogo. Em um telão gigante, suportado por quatro guindastes, o clube brasileiro começou lembrando da história da Chape e da tragédia de 29 de novembro do ano passado, quando 71 pessoas morreram - entre elas, jogadores, comissão técnica, imprensa e convidados.

"É uma grande emoção estar aqui neste jogo e poder agradecer este time e este país [Colômbia] que nos acolheram com tanto carinho. Não tem como morar em Chapecó e não participar", afirma a professora Marijane Agne.

Para agradecer o povo colombiano pela solidariedade após a tragédia, a torcida vibrou a cada história e a cada lance emocionante da partida - dos dois times.

"Chapecó é a minha casa, o Brasil é a minha casa. É a casa da Colômbia. Somos irmãos para sempre. A fraternidade que nasceu desta grande tristeza é indestrutível. Obrigado, Chapecó", agradeceu o prefeito de Medellín, Federico Zuluaga.

O radialista Rafael Henzel também agradeceu durante o espetáculo e disse que representa os 21 jornalistas mortos no acidente. "Hoje posso dizer a eles que finalmente o jogo Chapecoense e Atlético-Nacional está acontecendo", contou.

Os três atletas que sobreviveram - Alan Ruschel, Neto e Jackson Follmann - também agradeceram. "Não esperem um avião cair para dizer eu te amo para alguém, para dar um abraço, para dar um beijo", disse Ruschel.

Os quatro depositaram cartas dentro uma cápsula do tempo, que será aberta em 43 anos. O monumento será enviado à Medellín para a última partida da final da Recopa e, depois voltará a Chapecó e será instalada no Parque Medellín - que será construído no município.

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