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Grêmio rompe prazo e muda estratégia para comprar gestão da Arena

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ESPORTES

Grêmio rompe prazo e muda estratégia para comprar gestão da Arena

MARINHO SALDANHA

PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) - Depois de alinhar todos os detalhes necessários para adquirir a gestão da Arena, o Grêmio recuou. Na sexta-feira, o clube divulgou uma nota oficial informando mudança no processo de compra. Exatamente quando rompeu o prazo determinado pelo clube para conclusão do caso. E a estratégia vai mudar.

Desde 2013 que o Grêmio tenta encerrar a parceria com a OAS (empresa que construiu o estádio) e concluir a compra da gestão da Arena Grêmio. Após idas e vindas na relação com a parceira, a Operação Lava Jato e mais de um momento em que o processo parecia concluído, o presidente Romildo Bolzan Júnior foi otimista no fim do ano passado. Disse que até março o processo deveria ser concluído.

Não foi o que aconteceu. O terceiro mês de 2017 acabou e uma nota oficial resumiu a situação do clube. O Grêmio fez todos os esforços que considerou possível, mas não conseguiu efetivar a compra.

A reportagem do UOL Esporte apurou, porém, que o recuo na negociação não é uma desistência, mas uma estratégia. O Grêmio quer que as demais partes envolvidas no negócio acelerem seus processos pressionados pela necessidade de conclusão.

Até agora, o Grêmio assumia o protagonismo em todos os movimentos, contratava empresas especializadas, buscava unir todos os pares do acordo. Mas em seguida, deixará que cada lado tome conta de sua parte e conta que a pressão pela conclusão - que seria bom para os bancos envolvidos e também para a vendedora, que vive crise financeira - ajude no processo.

"O Grêmio já fez a sua parte, cada um tem que cumprir as suas. Aguardamos que todos os participantes se resolvam e manifestem. Que cada um resolva a sua parte, caso contrário não vamos ter negócio. O Grêmio está desconfortável e que se decidam", disse o presidente Romildo Bolzan Júnior à Rádio Bandeirantes.

No ano passado, o Grêmio chegou a preparar um termo de compromisso para ser firmado entre as partes. Os conselheiros foram notificados da situação. A Operação Lava Jato, protagonizada pela Polícia Federal, impactou diretamente nas negociações.

ENTENDA O CASO

Para comprar a gestão da Arena, o Grêmio assume um financiamento de R$ 113 milhões contraído pela OAS junto a bancos para conclusão da obra. Além disso, dispõe-se a pagar mensalmente R$ 2 milhões por sete anos, depois deste período o preço cai para R$ 1,5 milhão até completar-se mais 19 anos.

Anteriormente quem receberia o valor seria a OAS, mas no fim do ano passado a Caixa Econômica Federal entrou como agente financeiro do negócio a partir de uma negociação envolvendo empréstimo e a área do estádio Olímpico, que ainda segue de posse do Grêmio.

Comprando a gestão da Arena, o Grêmio passa a ser absoluto no estádio, não necessita mais ceder a renda dos jogos ou mesmo negociar autorização para promoções e atividades. Tem autonomia para vender lojas, publicidade e naming rights de sua casa e rompe a parceria firmada com a empreiteira quando da construção do local.

Confira a nota oficial do Grêmio

"Em decorrência da indefinição e da falta de avanço nas negociações para conclusão e efetivação à aquisição da gestão da Arena, neste momento, podendo adiante tomar outra decisão, o Grêmio comunica aos seus sócios e torcedores que, após propor soluções convergentes - até o limite de suas possibilidades - passa a aguardar, a partir desta data (31/03/2017), que os demais operadores e agentes do processo (OAS, Caixa/Karagounis, Santander, Banco do Brasil, Bradesco e Banrisul) assumam suas responsabilidades com vistas ao acordo, incluindo as obras no entorno da Arena. Tal solução somente será concretizada pela vontade manifesta e coletiva das partes envolvidas no processo.

O Grêmio reitera e ratifica o seu anseio à aquisição da gestão plena de seu estádio, patrimônio de sua imensa torcida, orgulho de uma nação."

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