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Em recuperação, Breno deve voltar a jogar em 2017

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ESPORTES

Em recuperação, Breno deve voltar a jogar em 2017

- Atualizado em 07/10/2016 21:08

LUIS AUGUSTO SIMON

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O médico Renê Abdalla operou o joelho direito de Breno em maio de 2016. Passados cinco meses, ele tem mais do que otimismo sobre o futuro do jogador. Tem certeza: "A operação foi um sucesso. Ele é forte, alto e não há dúvida alguma que voltará a jogar em alto nível".

Ele é cauteloso quanto ao tempo de recuperação. "Normalmente, são oito meses, mas nós não temos pressa alguma. Ele está fazendo fisioterapia e vai começar a correr no campo em janeiro. Antes disso, não".

Breno é um paciente muito aplicado na fisioterapia, conforme conta o fisioterapeuta Ricardo Sasaki, do São Paulo. "Muito dedicado, trabalha bastante e está sempre de bom humor. Psicologicamente, ele está muito bem".

Abdalla tem certeza, mas quem duvida tem motivos. Em maio, o jogador sofreu sua quarta operação no ligamento cruzado anterior do joelho. Algo muito ruim para um atleta profissional.

A primeira operação foi feita em maio de 2010, nos Estados Unidos. Foi um aloenxerto, utilizando-se do ligamento de um cadáver. "Esta é uma técnica utilizada em países de língua inglesa. Os médicos acreditam que a agressão cirúrgica é menor, assim como o tempo de recuperação".

O contraponto é a rejeição? "Como existe pouca vascularização nos ligamentos, é errado dizer a palavra rejeição. O correto é haver problemas com aceitação e incorporação do organismo", explica o ortopedista.

O médico diz que o aloenxerto deve ser utilizado em duas situações: 1) lesões múltiplas e 2) depois da terceira operação. "Nos dois casos, faltaria ligamentos do próprio paciente, seria necessário utilizar do cadáver";

Após a primeira operação, o joelho de Breno continuou inchando, com muito líquido. Em 2011, optou-se por uma artroscopia. "É um método menos invasivo, faz um tipo de limpeza no joelho, afastando corpos livres que tenham ficado no organismo" explica Sasaki.

Novamente, não deu certo. O que ajudou em um processo de depressão do jogador, que, juntamente com quadro de alcoolismo, contribuiu para o ato criminoso de colocar fogo na própria casa. Foi preso em dezembro de 2011 e condenado, em julho de 2012, a três anos e nove meses de prisão. Saiu antes, por bom comportamento, e foi apresentado como novo jogador do São Paulo em janeiro do ano passado.

Em novembro, nova artroscopia. "Optamos por evitar a todo custo uma nova operação, mas não deu certo. O joelho continuou inchando e então, fizemos a cirurgia", diz Abdalla.

O fato de haver ficado preso por um bom tempo não tem a ver com a necessidade da operação. O joelho não está "fraco", conforme o médico explica. "Só um leigo poderia pensar nisso. O fato de não estar atuando permitiu que seu joelho repousasse, o que é bom. O tempo na prisão não tem nada a ver com o quadro clínico do joelho".

O otimismo de Renê Abdalla não é unanimidade no São Paulo. Há pessoas que, sob sigilo, dizem que o tempo na prisão e as quatro cirurgias tiraram dele o "status" de atleta competitivo. Basta jogar por um certo tempo que o corpo "reclama" e faz com que tenha de descansar.

A partir de janeiro, as teorias serão colocadas em prática.

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