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Super Bowl pode selar aposentadoria do quarterback Peyton Manning

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ESPORTES

Super Bowl pode selar aposentadoria do quarterback Peyton Manning

DIEGO IWATA LIMA, ENVIADO ESPECIAL
SÃO FRANCISCO, EUA (FOLHAPRESS) - Em pesquisa divulgada no início de janeiro deste ano pelo Harris Institute, Joe Montana, 66, quarterback (lançador) do San Francisco 49ers entre 1979 e 1992 -jogou ainda duas temporada pelo Kansas City Chiefs-, foi apontado como melhor jogador de todos os tempos do futebol americano.
Em segundo e terceiro lugares, quase empatados, vieram Tom Brady, 38, do New England Patriots, e Peyton Manning, 39, do Denver Broncos, que disputa neste domingo, contra o Carolina Panthers, o Super Bowl 50.
Se a pesquisa tivesse sido conduzida um pouco depois, o resultado talvez fosse outro.
Afinal, refletiria o placar da final da conferência americana de 24 de janeiro, que opôs justamente Brady e Manning, tendo o segundo como vencedor.
Detalhes numéricos à parte, o fato é que o Super Bowl 50 pode ser o capitulo final da carreira daquele que, para muita gente, é o maior jogador da história da modalidade.
Outra coisa também é certa: a despeito do fato de Brady, com quatro conquistas, ter ganhado mais Super Bowls que Manning, é o camisa 18 de Denver quem chegou mais longe na corrida pela adoração do público.
Tanto é assim que a fama de bom moço do cristão e republicano Peyton Manning não sofreu nenhum abalo com as acusações de que ele teria feito uso de hormônios de crescimento para se recuperar mais rapidamente da cirurgia nas vértebras a que foi submetido em 2011.
A acusação veio no fim de 2015, após extensa reportagem da rede de TV Al Jazira nos EUA.
Petyon negou, a NFL acreditou e pouco se fala no assunto hoje em dia.
Já quando o assunto é a acusação de que Tom Brady teria propositalmente pedido para que as bolas de jogo fossem murchadas nos playoffs da última temporada, até hoje piadas são feitas a respeito.
FOCO
Os rumores de que Manning pode se aposentar no fim desta temporada, especialmente se os Broncos ficarem com o troféu, são recorrentes. Mas ninguém sabe ao certo o que vai acontecer.
"Eu não discuti isso (a aposentadoria) com ele e, para ser sincero, não sei o que ele vai fazer. Acho que ele só está pensando nesse jogo (o Super Bowl) e na possibilidade de conquista para o time dele", disse à Folha Eli Manning, durante evento da NFL em São Francisco, na última sexta (5).
O quarterback do New York Giants é o irmão mais novo e menos brilhante de Peyton. Mas, com dois títulos (2008 e 2011), Eli também venceu mais finais de campeonato que o irmão mais velho, que só ganhou a temporada de 2007, com o Indianapolis Colts.
LINHAGEM
Antes de Peyton e Eli, porém, havia Archie.
Pai da dupla, Archie foi o primeiro do clã Manning a se tornar lenda, ainda nos anos 1960, na faculdade, no Mississipi.
Também jogador de beisebol, ele foi quatro vezes selecionado para praticar o esporte profissionalmente. Mas Manning preferia o futebol americano.
No futebol universitário, o quarterback virou ídolo. A ponto de o limite de velocidade dos automóveis no campus da faculdade onde ele estudou ser até hoje de 18 milhas por hora, em referência ao número da camisa usada à época pelo patriarca Manning.
Foi em 1971, dois anos após seu pai Buddy cometer suicídio, que Archie assinou contrato com o New Orleans Saints.
Individualmente, Archie de destacou nas 13 temporadas em que atuou na NFL. Mas deixou a liga sem títulos -passou em branco também pelo Houston Oilers (hoje Texans) e pelo Minessota Vikings.
Cooper Manning, o filho mais velho de Archie, começou a jogar futebol americano no colégio, em Mississipi, e parecia que também teria futuro promissor.
Recebedor, brilhou especialmente quando o irmão mais novo Peyton passou a ser seu colega de time. Mas sua carreira durou pouco.
Diagnosticado com um grave problema na coluna, Cooper teve de parar a jogar aos 18 anos.
Peyton seguiu jogando. Assim como o pai, fez grande sucesso na universidade, no Estado do Tennessee. E, na NFL, foi muito além, primeiro pelo Indianapolis Colts (1998 a 2011) e, desde 2012, pelo Denver Broncos.
A conquista única de Peyton no Super Bowl 46 não faz justiça à sua qualidade como atleta.
Peyton foi cinco vezes apontado como melhor jogador da liga. É o recordista histórico de passes para touchdowns, com 539, e também o jogador com mais vitórias na carreira como titular: 186, empatado com Brett Favre, que se aposentou em 2008.
Eli Manning diz não saber ao certo porque os homens da família Manning conseguem tanto sucesso no futebol americano.
"Eu acredito que se deva ao profissionalismo, ao desejo de trabalhar muito e de de sempre fazer o melhor, com muito caráter e disciplina", disse ele. "Isso é algo que veio do meu pai e que pretendemos passar para as nossas próxima gerações", afirma.
É preciso convir que o legado Marshall, filho de Peyton, e de Heid e Arch Manning, filhos de Cooper, está entre os maiores do mundo do esporte.

O jornalista viajou a convite dos canais ESPN

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