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Rafael dos Anjos aposta na experiência de vida para derrotar algoz de Aldo

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ESPORTES

Rafael dos Anjos aposta na experiência de vida para derrotar algoz de Aldo

RENAN MARRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Atual campeão dos leves do UFC, principal circuito de MMA (artes marciais mistas), o brasileiro Rafael dos Anjos, 31, tem como próximo adversário o irlandês Conor McGregor. Para bater o algoz de José Aldo, Dos Anjos relembra as dificuldades que enfrentou no início da carreira e que, segundo ele, dão tranquilidade para o duelo -um dos mais aguardados dos últimos meses.
Briguento e hiperativo na escola, foi com nove anos que Dos Anjos descobriu no jiu-jítsu uma forma de controlar o seu ímpeto. Dedicado aos treinos, o carioca conciliou os estudos com o esporte, mas descobriu no mundo da luta a sua verdadeira vocação: não desistiu de praticar nem quando, por falta de dinheiro, teve de parar de frequentar a academia de jiu-jítsu.
Dos Anjos estreou no MMA em 2004, aos 19 anos, e passou a se sustentar com o dinheiro de pequenos eventos e lutas esporádicas. A irregularidade dos compromissos, no entanto, quase o levou a abandonar o esporte.
"Ganhava cerca de R$ 300 reais por luta, mas não era fácil porque eu não lutava toda semana ou todo mês. Várias vezes eu ficava sem dinheiro e quebrava a cabeça para treinar", conta Dos Anjos. "Eu pensei em desistir", completa.
Além da dificuldade financeira, Dos Anjos enfrentou desconfiança da própria família, que considerava o MMA muito violento.
"A primeira luta que meu pai me acompanhou no MMA foi muito sangrenta e ele disse que não iria mais. Para a minha mãe eu nem contava que ia lutar", relembra.
Em 2006, Dos Anjos aceitou proposta para dar aulas de luta na Alemanha. Sua experiência no exterior, contudo, durou apenas seis meses. Insatisfeito também por não competir, voltou ao Brasil e o jogo começou a virar.
O lutador venceu nove duelos consecutivos em eventos no país e garantiu um contrato no UFC.
Mesmo em uma organização maior e mais conhecida, as dificuldades não cessaram. Dos Anjos conta que machucou o ombro pouco antes de sua estreia no UFC, mas ainda assim subiu no octógono porque a sua mulher estava grávida. Ele precisava do dinheiro.
"Foi um momento muito complicado. Todas as minhas lutas no início tiveram muita pressão", conta. "Depois de perder as duas primeiras [no UFC] achei que seria demitido".
Além disso, o atleta não encontrava no Brasil infra-estrutura adequada para os treinos.
"Eu não tinha treino. Lutei com esses caras treinando com o faxineiro da academia", conta.
Foi nessa época que Dos Anjos deixou o Brasil novamente, dessa vez para os Estados Unidos, onde mora até hoje. A mudança deu resultado e Dos Anjos se tornou campeão do UFC.
Contra McGregor, Dos Anjos sabe que o duelo terá muita visibilidade, mas acha que não será afetado psicologicamente pela pressão do confronto e pelas provocações do adversário.
"Hoje em dia é diferente. Eu luto com a cabeça tranquila. Já passei bons e maus momentos e não é esse irlandês quem vai me desestabilizar", diz. "Não encaro a luta [contra McGregor] como a mais importante da carreira. Todas são importantes e cada uma tem o seu momento", completa.
Campeão peso pena após nocautear em dezembro o brasileiro José Aldo, McGregor subiu de categoria e tenta se tornar o primeiro campeão em duas categorias do UFC ao mesmo tempo. Para Dos Anjos, isso deixa o irlandês menos pressionado para a luta.
"Se ele perder, ainda se mantém como campeão e se ganhar é o cara. Já sei até o discurso dele se perder, de que ele não pertence a essa categoria", diz Dos Anjos, que quer fazer história nos leves e fez em dezembro a sua primeira defesa de título, contra o americano Donald Cerrone.
Além de Dos Anjos, Fabrício Werdum é o outro brasileiro campeão atualmente –ele detém o título da categoria peso pesado.
Dos Anjos e McGregor se enfrentam na luta principal do UFC 197, que acontece em março em Las Vegas, nos Estados Unidos. A co-luta principal será entre a detentora do cinturão peso-galo, Holly Holm -que venceu Ronda Rousey- e a americana Miesha Tate.

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