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Hewitt encerra carreira marcada por títulos, gritos e polêmicas

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ESPORTES

Hewitt encerra carreira marcada por títulos, gritos e polêmicas

DANIEL CASTRO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O último grito de "come on" (vamos) dado pelo australiano Lleyton Hewitt, 34, em um jogo de simples como profissional foi ouvido nesta quinta-feira (21), em Melbourne, na disputa do Aberto da Austrália.
Mais jovem a alcançar a liderança do ranking, carrasco de tenistas brasileiros e famoso pelas vibrações durantes as partidas, ele encerrou a carreira após perder na segunda rodada do Grand Slam australiano para o espanhol David Ferrer por 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 6/4 e 6/4, em duas horas e meia.
Com pouco ritmo de jogo, o atual número 308 do ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) não mostrou consistência para superar o oitavo da lista. Ainda assim, teve bons momentos e conseguiu vender caro alguns games do confronto, para a euforia da torcida que compareceu à Rod Laver Arena.
"Eu sou muito feliz por ter tido essa oportunidade [jogar o torneio] por 20 anos. Tive muito sucesso nessa quadra e me sinto sortudo de terminar aqui. Nunca deixei nada no vestiário, sempre dei 100%. Jogar pela Austrália foi a minha maior honra", disse um emocionado Hewitt ao final do jogo.
Um vídeo com depoimentos de Roger Federer, Rafael Nadal, Andy Murray e Nick Kyrgios foi exibido no telão, e os três filhos do australiano foram até a quadra, antes de seguirem com o pai para o vestiário.
O vencedor da partida também falou sobre a aposentadoria. "É um dia triste. Ele foi um espelho, um ídolo para mim", afirmou Ferrer, que contou ter uma camisa autografada pelo australiano em um museu na sua casa.
Hewitt segue vivo na chave de duplas, onde se classificou para a segunda rodada em parceria com o compatriota Sam Groth e joga na madrugada desta sexta (22).
VÁRIAS FACES
Rusty, apelido pelo qual é conhecido, chegou ao topo do mundo do tênis com 20 anos, em novembro de 2001, desbancando Gustavo Kuerten, hoje com 39. Ele ocupou o posto durante 80 semanas, considerando um período de alternância com o americano Andre Agassi.
Hewitt foi o último dos grandes nomes da geração que enfrentou Guga no auge a pendurar a raquete. O russo Marat Safin e o espanhol Juan Carlos Ferrero, ambos com 35 anos, por exemplo, já haviam feito o mesmo há vários anos.
O catarinense sempre teve trabalho com o australiano. Dos quatro jogos que disputaram, Hewitt venceu três, incluindo uma dolorida derrota de Guga na Copa Davis de 2001, disputada no saibro de Florianópolis.
Fernando Meligeni, por sua vez, só conheceu reveses nas três partidas que fez contra ele. O retrospecto negativo, porém, não diminuiu a admiração do brasileiro, hoje comentarista da ESPN, pelo rival. Ao contrário, o estilo de jogo e as atitudes polêmicas fizeram aumentar a empatia de Fininho.
"Ele tem uma garra absurda, cabeça forte e muito competência. Eu batia de frente, brigava com ele, que era chato para caramba, mas tinha admiração por ser um atleta de ponta que ia no limite das regras para vencer. O tênis perde muito sem ele porque hoje poucos saem do politicamente correto", disse Meligeni.
A coleção de polêmicas acumuladas por Rusty na carreira não foi pequena. Outros tenistas também gritam "come on" para comemorar pontos durante as partidas, mas os berros dele -tidos como mais acintosos, numerosos e provocativos- se tornaram uma marca registrada.
Os tenistas argentinos que o digam. Em 2005, Juan Ignacio Chela foi multado no Aberto da Austrália por cuspir na direção do atleta da casa. Também houve trocas de declarações polêmicas com David Nalbandian e Guillermo Coria, e em 2006 Hewitt precisou de escolta para jogar a Davis no país sul-americano.
Com o passar dos anos, porém, Hewitt mudou o seu comportamento, passando a receber elogios de vários tenistas do circuito. Nomeado capitão da equipe australiana na Davis, ele também assumiu a função de técnico de Nick Kyrgios no ano passado.
Com 20 anos, a principal promessa do tênis australiano por vezes é comparada a Hewitt pelo comportamento explosivo -que já lhe rendeu multas e punições.
Meligeni acredita que o ídolo será aproveitado pela federação australiana para desenvolver os jovens tenistas do país, como Kyrgios, Bernard Tomic, 23, e Thanasi Kokkinakis, 19.
"Ex-tenistas têm a função de mostrar que já passaram pelas mesmas situações. Esses caras são importantes para passar experiência à molecada", afirmou.
Vencedor de 30 títulos de simples na carreira, sendo dois Grand Slams (Aberto dos EUA em 2001 e Wimbledon em 2002), Hewitt nunca triunfou no Aberto da Austrália. Desde 1976, nenhum tenista da casa conquista o Major australiano.
Agora do lado de fora, Rusty terá uma nova chance de contribuir para que isso volte a acontecer.

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