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Death, banda precursora do punk, faz apresentações em São Paulo e Curitiba

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ENTRETENIMENTO

Death, banda precursora do punk, faz apresentações em São Paulo e Curitiba

ANDRÉ BARCINSKI*
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Por mais de três décadas, a banda norte-americana Death ficou praticamente esquecida, celebrada apenas por um pequeno grupo de colecionadores de discos e fãs obcecados por punk rock.
O Death vem ao Brasil para três shows (dias 4 e 5, com ingressos esgotados, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, e dia 6, no Rock Carnival Festival, em Curitiba), dando a chance aos brasileiros de conhecer a música e carreira dessa banda singular.
Formada em 1973 em Detroit por três irmãos negros, David, Dannis e Bobby Hackney, a banda fazia um som muito rápido e pesado, influenciado por Stooges, MC5 e The Who. Muitos historiadores consideram o Death um precursor do punk rock.
O trio gravou uma fita demo em 1975, mas nenhum selo se interessou em lançar o disco. A desculpa era sempre a mesma: o nome da banda (morte, em inglês) era sombria demais e deprimente.
Desapontados, os irmãos prensaram 500 cópias do compacto da faixa "Politicians in My Eyes", e o disquinho acabou virando uma raridade entre colecionadores.
Desapontados, os irmãos encerraram as atividades do Death em 1977 e passaram a gravar discos gospel. David, guitarrista e líder da banda, morreu de câncer em 2000.
O LP do grupo, "...For the Whole World to See", permaneceu inédito por 34 anos, até a gravadora Drag City finalmente lançá-lo em 2009. Um documentário, "A Band Called Death", ajudou a popularizar a banda, que retomou as atividades com o amigo Bobbie Duncan no lugar do finado David Hackney.
"Tanto o filme quanto o disco apresentaram nossa música e nossa história ao mundo", diz Bobby à Folha.
"Os dois nos ajudaram a trilhar um caminho que nos tem levado a lugares que nunca esperaríamos conhecer, e assim chegamos ao Brasil. Temos recebido muitas mensagens e pedidos para shows no país e não podemos esperar para tocar por aí".
Bobby diz que, apesar dos problemas e do ostracismo que experimentou por muitos anos, nunca se arrependeu por não ter cedido à pressão das gravadoras para trocar o nome da banda: "Não trocaria nossa história por nada. Temos muito orgulho do fato de nosso irmão David ter recusado todas as ofertas e nos mantido fiéis ao nome Death e à filosofia da banda".
"Claro que eu não esperava fazer sucesso depois de tantos anos esquecido. Nosso sucesso é uma surpresa para nós e, francamente, tem um quê de surreal".
Além de pioneiros do punk, o Death é considerado importante por ser uma das raras bandas de rock formadas por negros, mesmo que o gênero tenha se originado nos anos 1950 com artistas negros como Chuck Berry, Little Richard, Fats Domino e outros.
"Não podemos esquecer o fato de que havia grandes artistas negros fazendo rock nos anos 1960 e 1970, como Jimi Hendrix e The Chambers Brothers. Ao longo de nossa carreira, conhecemos muitas bandas de rock pesado formadas por negros, mas boa parte delas não teve a chance de mostrar seu talento. Mas acho que o maior obstáculo para nós sempre foi o nome, muito mais do que a cor de nossa pele", afirma Bobby.

*ANDRÉ BARCISNKI é jornalista e autor do livro "Pavões Misteriosos" (Três Estrelas)

DEATH
QUANDO: quin. (4) e sex. (5), às 21h30; sáb. (6), às 20h45
ONDE: Sesc Belenzinho, r. Padre Adelino, 1.000, São Paulo, tel. (11) 2076-9700; estacionamento da Câmara Municipal, av. Visconde de Guarapuava, s/nº, Curitiba, tel. (41) 3350-4500
QUANTO: ingressos esgotados (SP); grátis (Curitiba)
CLASSIFICAÇÃO: 18 anos (SP); não informada (Curitiba)

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