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Will Smith e outros aderem a protesto contra falta de diversidade no Oscar

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ENTRETENIMENTO

Will Smith e outros aderem a protesto contra falta de diversidade no Oscar

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Will Smith se juntou nesta quinta-feira (21) a sua mulher, Jada Pinkett Smith, e ao diretor Spike Lee ao optar por não comparecer à cerimônia de premiação do Oscar, em 28 de fevereiro, em protesto contra a falta de atores e diretores negros entre os indicados.
Estrela do drama "Um Homem entre Gigantes", ele foi o ator negro mais conhecido a ser esnobado pelos membros da Academia na lista de nomes indicados à premiação, divulgada na semana passada.
"Minha mulher não vai participar. Seria estranho se eu aparecesse lá ao lado da Charlize Theron, por exemplo.", disse o ator em entrevista ao programa "Good Morning America", da emissora ABC. "Nós debatemos isso. Somos parte da comunidade. Mas, neste exato momento, não estamos confortáveis para estar lá. Vai parecer que está tudo bem."
"Fui indicado duas vezes para o prêmio da Academia [em 2001 por "Ali" e em 2006 por "À Procura da Felicidade"] e nunca perdi para uma pessoa branca. A primeira vez que perdi foi para Denzel [Washington] e, a segunda, foi para Forest Whitaker", disse Smith.
REBELIÃO EM HOLLYWOOD
Smith é mais um aliado da rebelião contrária à falta de diversidade no Oscar, que tem mobilizado Hollywood e as redes sociais.
Este é o segundo ano consecutivo que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não inclui atores negros entre os concorrentes ao prêmio. Após o anúncio da lista de nomeados deste ano, a hashtag #OscarsStillSoWhite (Oscar ainda muito branco) começou a circular na internet.
O movimento ganhou força quando Lee ("Malcom X", "Faça a Coisa Certa", ambos sobre conflitos raciais nos EUA) anunciou, em um texto publicado no Facebook na segunda (18), que não irá à premiação. "Nós não podemos apoiar isso", escreveu.
No "Good Morning America", o cineasta, que recebeu um Oscar honorário em novembro do ano passado, negou nesta quarta (20) ter convocado um boicote à cerimônia. Mas sua atitude ecoou entre os membros da mais poderosa indústria cinematográfica do mundo e, desde o início da semana, outras estrelas têm demonstrado apoio ao protesto.
SPIKE LEE
O diretor de documentários Michael Moore ("Tiros em Columbine", "Fahrenheit 11 de Setembro") avisou na terça (19), em entrevista ao site "The Wrap", que também não irá à premiação. Mark Ruffalo, que concorre na categoria melhor ator coadjuvante por "Spotlight", afirmou à BBC que está "considerando" não comparecer e George Clooney, vencedor de dois Oscar, disse à revista "Variety" que a indústria do entretenimento caminha "na direção errada".
"Se olharmos 10 anos atrás, a Academia fazia melhor", afirmou o ator. "Eu não acho que é um problema de quem escolhemos, mas de oferta: qual é o espaço dado às minorias nos filmes, especialmente nos filmes de qualidade?"
A própria presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, que é negra, se disse "triste e frustrada" pela situação, em uma rara declaração pública.
BATALHA REAL
O argumento de Clooney é endossado por Spike Lee. No texto que publicou nas redes sociais, o diretor diz que a "batalha real" pela diversidade no cinema não é contra a postura da Academia, mas sim dos escritórios executivos dos estúdios de Hollywood, das TVs e das redes de televisão a cabo, que realizam os projetos.
"É mais fácil para um afro-americano ser presidente dos EUA do que presidente de um estúdio de Hollywood", afirma.
Se em anos anteriores nomes como Lupita Nyong'o, Mo'Nique, Octavia Spencer, Forest Whitaker e Denzel Washington se sagraram vencedores no Oscar, no ano passado a omissão do ator David Oyelowo e da diretora Ava DuVernay, ambos de "Selma: Uma Luta Pela Igualdade", levou à criação da hashtag #OscarSoWhite (Oscar muito branco).
Neste ano, "Straight Outta Compton", longa sobre a cena do rap dos anos 1980, e "Creed: Nascido Para Lutar", retomada da franquia "Rocky" com o filho de Apollo Creed como protagonista, têm aparições modestas na lista de nomeados.
"Compton" foi lembrado pelo roteiro, assinado por quatro escritores brancos, e "Creed" por Sylvester Stallone como coadjuvante - Michael B. Jordan, o ator principal, foi ignorado.

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