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ATUALIZADA - Leilão de casa de ex-dono do falido Banco Santos não atrai compradores

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ECONOMIA

ATUALIZADA - Leilão de casa de ex-dono do falido Banco Santos não atrai compradores

JOANA CUNHA E MARIO CESAR CARVALHO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com preço inicial de R$ 76,8 milhões, a casa do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, do falido Banco Santos, não atraiu interessados no pregão marcado para esta sexta-feira (11).

Na ausência de propostas, será agendada uma segunda rodada, com valor inicial em torno de R$ 46 milhões para a venda do complexo de cinco andares que ocupa uma área de 4.100 metros quadrados no bairro do Morumbi, em São Paulo.

O recurso será destinado ao pagamento de credores.

"É comum não atrair interesse em pregões de imóveis. Estamos agora em tempos de crise, em que a grande maioria não é vendida na primeira", diz Vânio Aguiar, administrador judicial da massa falida.

A Folha de S.Paulo antecipou, na segunda-feira (7), que nenhum ofertante deveria aparecer no leilão, pois, a poucos dias da data, ninguém havia visitado o imóvel.

Construída entre 2000 e 2004, a casa, na rua Gália, foi projetada pelo arquiteto Ruy Ohtake, que recebeu R$ 1,15 milhão pelo serviço. O decorador norte-americano Peter Marino recebeu R$ 8,86 milhões.

O imóvel tem duas galerias de arte, com pé-direito de nove metros, e uma biblioteca. Banheiros de vidro com tecnologia que muda de cor quando estão ocupados, mármores importados da França e elevadores pneumáticos também contribuíram para elevar o preço do imóvel, que custou ao ex-banqueiro mais de R$ 140 milhões.

A intervenção do Banco Central no Banco Santos ocorreu no início de 2004, após um rombo de R$ 2,2 bilhões.

Depois que recebeu ordem de despejo em 2011, Cid Ferreira passou a hospedar-se em um imóvel de seu amigo José Papa Júnior, o Zizinho Papa, que fica a poucos metros da casa na rua Gália.

Desde então, já não há moradores na casa. O imóvel despertou o interesse do empresário Joesley Batista, que chegou a visitá-lo em 2012, mas os trâmites para a venda ainda não estavam concluídos.

Este não é o primeiro bem do banqueiro que encalha. A pintura "Hannibal", do norte-americano Jean-Michel Basquiat (1960-1988), não teve comprador para uma oferta inicial de US$ 6,8 milhões, inferior à estimativa feita por peritos, superior a US$ 8 milhões em um leilão da Sotheby's em 2015. A obra foi vendida no ano seguinte por um valor muito maior do que o estimado pelos leiloeiros, o equivalente a R$ 42 milhões.

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