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Bolsa sobe pelo 4º dia antes da votação da denúncia de Temer; dólar avança

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ECONOMIA

Bolsa sobe pelo 4º dia antes da votação da denúncia de Temer; dólar avança

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira conseguiu nesta terça-feira (1º) fechar em alta pela quarta sessão e o dólar registrou leve valorização, após operar a maior parte do pregão em baixa, um dia antes da data marcada para a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva no caso JBS.

O índice Ibovespa, das ações mais negociadas no mercado brasileiro, subiu 0,90%, para 66.516 pontos.

O dólar comercial encerrou o dia com ganho de 0,22%, para R$ 3,126. O dólar à vista, que fecha mais cedo, caiu 0,45%, para R$ 3,114.

Aos poucos o noticiário de Brasília volta a influenciar os mercados de Bolsa e câmbio. A expectativa com a votação desta quarta (2) já deixou os investidores apreensivos nesta sessão, mesmo com a avaliação de que o presidente não terá dificuldade para se manter no cargo.

Governo e oposição ainda têm dúvida sobre conseguir quorum, ou seja, a quantidade mínima de 342 deputados em plenário para iniciar a votação.

"Há uma cautela com o dia de amanhã [quarta], uma sinalização de maior preocupação dos investidores", afirma Alexandre Wolwacz, sócio-fundador do Grupo L&S. "Mas o resultado deve ser positivo em termos de decisão. O mercado também reage muito ao otimismo após a queda da taxa de juros", diz.

A Bolsa foi beneficiada pela valorização das ações do Itaú Unibanco, que têm maior peso no Ibovespa. Os papéis do banco subiram 3,16%, após o lucro da instituição financeira subir 10,7% no segundo trimestre, acima das expectativas do mercado.

A alta do Itaú impulsionou outros papéis do setor financeiro. As ações preferenciais do Bradesco avançaram 1,23%, e as ordinárias subiram 0,50%. Os papéis do Banco do Brasil tiveram valorização de 2,09%, as units —conjunto de ações— tiveram ganho de 1,18%.

Ainda no terreno positivo, destaque para o setor de celulose. Os papéis da Suzano tiveram a maior alta do Ibovespa, ao subirem 7,42%. O segundo maior avanço foi registrado pelas ações da Fibria, com alta de 3,78%.

Na ponta negativa, a queda dos preços do petróleo no exterior afetou os papéis da Petrobras. Os papéis preferenciais caíram 1,28%, para R$ 13,12. As ações com direito a voto recuaram 0,87%, para R$ 13,68.

Após a forte valorização de 7,23%, os preços do minério de ferro recuaram 0,19% no exterior. As ações da Vale também devolveram parte dos ganhos do dia anterior. Os papéis preferenciais caíram 0,93%, para R$ 28,90. As ações com direito a voto fecharam em baixa de 0,77%, para R$ 31,06.

DÓLAR

No mercado cambial, o dólar fechou sem uma direção definida no exterior. Das 31 divisas mais importantes, 16 ganharam força em relação ao dólar nesta terça.

O risco-país medido pelo CDS (Credit Default Swap, espécie de seguro contra calote) caiu 1,24%, para 207,3 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos fecharam com sinais opostos. O contrato com vencimento em janeiro de 2018 recuou de 8,265% para 8,235%.

O contrato para janeiro de 2019 passou de 8,100% para 8,070%. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2021 avançou de 9,280% para 9,310%.

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