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BC sinaliza que deve manter ritmo de corte da Selic na próxima reunião

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ECONOMIA

BC sinaliza que deve manter ritmo de corte da Selic na próxima reunião

MAELI PRADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que na última semana reduziu a Selic em um ponto percentual, para 9,25% ao ano, voltou a sinalizar em sua ata que o atual ritmo de cortes deve se manter na próxima reunião, o que levaria a taxa básica a 8,25% ao ano.

No documento, o comitê afirmou que o cenário é de inflação abaixo da meta para 2018 e elevado grau de ociosidade da economia.

O Copom afirmou na ata que chegou a avaliar a possibilidade de sinalizar, no comunicado da reunião, um ritmo mais moderado na próxima reunião.

"Debateu-se a conveniência de se sinalizar flexibilização adicional de mesma magnitude da adotada nesta reunião, versus uma flexibilização mais moderada. Concluíram por sinalizar, para a próxima reunião do Copom, uma possível flexibilização de mesma magnitude da adotada nesta reunião", disse o BC no texto.

COMBUSTÍVEIS E ENERGIA

O comitê afirmou ainda que a elevação do PIS/Cofins sobre combustíveis e a cobrança de taxa extra de energia não terão impacto sobre a política monetária.

A avaliação do comitê é que o aumento de imposto sobre gasolina, diesel e etanol terá impacto de 0,45 ponto percentual na inflação entre os meses de julho e agosto, com maior concentração em agosto.

No caso da tarifa extra de energia em agosto, a estimativa é de impacto de 0,15 ponto percentual. "Todos concluíram que essas oscilações pontuais - em particular dos reajustes de preços de combustíveis e de energia elétrica, que têm sido mais voláteis - não têm implicação relevante para a condução da política monetária".

A perspectiva dos analistas do boletim Focus para a inflação deste ano é de 3,4%, abaixo do centro da meta, de 4,5%. A projeção dos analistas para o IPCA de 2018 também está abaixo do centro da meta, em 4,2%.

O Copom voltou a abordar o aumento das incertezas políticas e seus impactos sobre a inflação. "[Os membros do comitê] concluíram que a informação disponível sugere impactos limitados até o momento, tanto pelos canais inflacionários quanto pelos desinflacionários".

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