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Dólar cai para R$ 3,28 após alta de juros esperada dos EUA; Bolsa sobe

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ECONOMIA

Dólar cai para R$ 3,28 após alta de juros esperada dos EUA; Bolsa sobe

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O aumento já esperado pelo mercado da taxa de juros nos Estados Unidos não modificou a trajetória de queda do dólar nesta quarta-feira (14) e a moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 3,28. Já a Bolsa brasileira oscilou bastante, mas conseguiu terminar em terreno positivo.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, fechou em leve alta de 0,15%, para 61.922 pontos. O volume negociado na sessão foi de R$ 22,169 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre o índice. A média diária do ano é de R$ 8,24 bilhões.

O dólar comercial teve queda de 0,81%, para R$ 3,282. O dólar à vista, que fecha mais cedo, teve recuo de 0,71%, para R$ 3,281.

Os investidores já esperavam o aumento de 0,25 ponto percentual da taxa de juros nos Estados Unidos, para a banda de 1% a 1,25%. No entanto, aguardavam uma sinalização sobre possíveis novas elevações nas próximas reuniões do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O comunicado com a decisão de aumento de juros indica que deve haver mais uma elevação ao longo do ano. O mercado já estima que isso deve acontecer na reunião de dezembro do Fed.

Essa estimativa mostra cautela do banco central americano, após dados de atividade econômica apontarem para um crescimento moderado dos EUA.

"O mercado confirmou a expectativa de que não haveria novas sinalizações e indicações mais conservadoras do Fed, ainda mais após dados fracos dos EUA. O comunicado não trouxe novidades", avalia Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets.

O banco central americano anunciou ainda que começará a reduzir sua carteira de títulos americanos e outros papéis neste ano.

O dólar perdeu força entre 28 das 31 principais moedas do mundo.

A falta de notícias no cenário doméstico também colaborou para a queda da moeda americana em relação ao real. Os investidores avaliam que o presidente Michel Temer gastará seu capital político em uma potencial denúncia da Procuradoria Geral da República que pode levar ao fim de seu mandato. Com isso, deixará em segundo plano os esforços para aprovar a reforma da Previdência no Congresso.

Aqui, o Banco Central vendeu a oferta de 8.200 contratos de swaps cambiais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro) para rolagem dos contratos que vencem julho. Com isso, já rolou US$ 2,870 bilhões do total de US$ 6,939 bilhões que vence no mês que vem.

O CDS (credit default swap), medida de risco do país, recuou 2,33%, para 230,2 pontos.

AÇÕES

Os papéis do Bradesco estiveram entre as maiores altas do Ibovespa, após a justiça livrar o presidente-executivo do banco, Luiz Carlos Trabuco, de ação da Operação Zelotes.

Os papéis preferenciais do Bradesco fecharam em alta de 3,87%, e os ordinários avançaram 3,37%.

Ainda no setor financeiro, os papéis do Itaú Unibanco subiram 0,89%. As units —conjunto de ações— do Santander Brasil tiveram valorização de 1,88%. As ações do Banco do Brasil destoaram das demais e recuaram 0,04%.

As ações de empresas ligadas a matérias-primas pesaram e impediram uma alta mais expressiva da Bolsa.

Os papéis mais negociados da Petrobras caíram 2,47%, para R$ 12,62. As ações que dão direito a voto tiveram baixa de 2,38%, para R$ 13,54. Os preços do petróleo tiveram forte desvalorização nesta sessão, após dados mostrarem alta nos estoques de petróleo dos Estados Unidos. A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) relatou ainda um aumento da produção do cartel, apesar da promessa de cortes.

As ações da mineradora Vale desconsideraram a alta de 2,01% dos preços do minério de ferro e caíram. Os papéis mais negociados da Vale caíram 1,37%, para R$ 24,41. As ações com direito a voto perderam 1,02%, para R$ 26,10.

As ações da JBS fecharam em baixa de 0,59%. Desde que a delação do empresário Joesley Batista veio à tona, em 17 de maio, os papéis da companhia acumulam queda de 28,8%.

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