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Bolsa brasileira sobe após Previdência ir a plenário da Câmara; dólar recua

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ECONOMIA

Bolsa brasileira sobe após Previdência ir a plenário da Câmara; dólar recua

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira teve nesta quarta-feira (10) a segunda alta seguida após a comissão da Câmara dos Deputados concluir a votação da proposta da reforma da Previdência, levando o texto para o plenário da Casa. A notícia também fez o dólar recuar, em movimento parecido com o da moeda americana no exterior.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas do mercado acionário brasileiro, subiu 1,62%, para 67.349 pontos. O volume negociado na Bolsa foi de R$ 8,61 bilhões, acima da média diária do ano, que é de R$ 8,04 bilhões.

A aprovação da proposta da Previdência trouxe otimismo ao mercado brasileiro, na avaliação de analistas. A reforma é vista como importante para equilibrar as contas do governo no longo prazo, contribuindo para a retomada da economia brasileira.

A sessão foi de valorização da maioria das ações do Ibovespa: 47 subiram, 10 caíram e duas se mantiveram estáveis. Entre as que têm mais peso, as ações da Petrobras fecharam o dia com alta superior a 3%.

A estatal foi impulsionada pela recuperação dos preços do petróleo no exterior e pelo anúncio de que vai incluir a refinaria de Pasadena e sua participação na Petrobras África na nova lista de ativos que compõem o seu plano de desinvestimentos.

Os papéis mais negociados da petrolífera subiram 4,17%, para R$ 14,73. As ações que dão direito a voto avançaram 3,16%, para R$ 15,35.

As ações da mineradora Vale tiveram valorização mais modesta. Os papéis mais negociados subiram 0,08%, para R$ 25,32. As ações com direito a voto fecharam em alta de 0,23%, para R$ 26,56.

No setor financeiro, os papéis de bancos subiram. As ações do Itaú Unibanco se valorizaram 0,49%, as ações preferenciais do Bradesco tiveram alta de 1,48% e as ordinárias avançaram 2,12%. As ações do Banco do Brasil, que divulga seu resultado do primeiro trimestre nesta quinta-feira (11), tiveram valorização de 2,93%, e as units -conjuntos de ações- do Santander Brasil subiram 0,83%.

CÂMBIO

O dólar fechou em baixa, sob influência de fatores domésticos e externos. O dólar comercial caiu 0,50%, para R$ 3,169. O dólar à vista, que fecha mais cedo, teve queda de 0,85%, para R$ 3,158.

Lá fora, a decisão do presidente americano, Donald Trump, de demitir o diretor do FBI, James Comey, causou enfraquecimento do dólar perante as principais divisas mundiais.

Comey havia pedido ao Departamento de Justiça mais recursos para conduzir a investigação sobre a suposta ligação de integrantes da campanha do republicano com a Rússia antes das eleições, informou a imprensa americana.

Para Jason Vieira, economista chefe da Infinity, a demissão pode gerar instabilidade política nos Estados Unidos e fomentar discussões sobre o impeachment de Trump. "Os investidores deixam de comprar EUA pelo aumento do risco", afirma.

Entre as 31 principais moedas do mundo, o dólar só conseguiu fechar em alta ante 10.

No cenário doméstico, a aprovação da Previdência ajudou a reduzir a cotação da moeda americana, diz Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

"O dólar está vindo para o preço que deveria estar. O patamar de R$ 3,20 estava errado. O mercado entende que governo vai conseguir aprovar as reformas nas condições essenciais", afirma.

"Em condições normais, o câmbio tende a se aproximar de R$ 3. Se sair alguma notícia contrária à reforma, pode disparar de novo", complementa Bergallo.

Outro fator que foi analisado nesta sessão foi o índice oficial de preços. O IPCA acumulado em 12 meses ficou abaixo do centro da meta do governo (4,5% ao ano) pela primeira vez desde 2010.

Para Vieira, o dado pode respaldar uma decisão do Banco Central de adotar um corte mais forte dos juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), no fim do mês.

O Banco Central não fez qualquer intervenção no mercado nesta sessão. Em junho, vencem US$ 4,435 bilhões em contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro).

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