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Exterior ajuda e Bolsa se recupera com Vale e Petrobras; dólar cai para R$ 3,17

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ECONOMIA

Exterior ajuda e Bolsa se recupera com Vale e Petrobras; dólar cai para R$ 3,17

DANIELLE BRANT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A recuperação dos preços do petróleo e a sinalização de que a economia americana está ganhando força ajudaram a Bolsa brasileira a fechar em alta nesta sexta-feira (5). A percepção de menor risco contribuiu para que o dólar recuasse para R$ 3,17.

O principal índice do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa, fechou com alta de 1,31%, para 65.709 pontos. O volume negociado foi de R$ 6,65 bilhões, abaixo da média diária do ano, de R$ 8,09 bilhões.

O dia foi de melhora nos preços de petróleo, que subiram 2% após a forte queda do pregão anterior. A alta ocorreu após a Arábia Saudita, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, assegurar que a Rússia vai estender o corte da produção da commodity para reduzir a oferta de petróleo no mundo.

Na Bolsa brasileira, as ações mais negociadas da Petrobras subiram 4,49%, para R$ 14,21. Os papéis com direito a voto da estatal avançaram 5,33%, para R$ 14,81.

A queda de 5,32% dos preços do minério de ferro não afetou as ações da Vale, que tiveram alta de mais de 2% nesta sessão. As ações mais negociadas da mineradora subiram 2,05%, para R$ 24,94. Os papéis ordinários (que dão direito a voto) fecharam com valorização de 2,76%, para R$ 26,05.

A notícia mais aguardada do dia foram os dados de mercado de trabalho americano. Os Estados Unidos criaram 211 mil empregos em abril, ante 79 mil em março. O resultado veio melhor que o esperado pelo mercado. A taxa de desemprego recuou para 4,4%, o menor nível em dez anos.

"Os emergentes se beneficiaram dessa tranquilidade do exterior, com o investidor mais propenso a tomar risco. Após a queda em março, o mercado começou a se questionar sobre o resfriamento da economia americana, mas esse dado de abril acalmou e mostrou que os EUA estão aquecidos", afirma Paulo Gomes, economista da Azimut Brasil Wealth Management.

Os dados impulsionaram os principais índices acionários americanos. O S&P 500 teve alta de 0,41% e atingiu o maior nível histórico. O Dow Jones subiu 0,26%, acima dos 21 mil pontos. O índice da Bolsa de tecnologia Nasdaq subiu 0,42%, também recorde.

O segundo turno das eleições francesas também esteve na pauta nesta sessão. O índice da Bolsa de Paris, o CAC-40, subiu 1,1% após pesquisas indicarem vitória do centrista Emmanuel Macron sobre a ultranacionalista Marine Le Pen. Os principais indicadores europeus acompanharam o otimismo e subiram.

O dia foi de agenda esvaziada no mercado doméstico, com os investidores ainda analisando as possibilidades de que o governo consiga aprovar o texto da reforma da Previdência sem precisar fazer concessões adicionais que afetem a meta de economia.

"Vamos viver esse estado de volatilidade, com pregões de alta de 1% a 2% e depois de baixa de mesma intensidade. Sempre que houver resultado positivo para a reforma, a Bolsa vai subir, pois isso é bom para a credibilidade do país e para a recuperação da economia", diz Marco Tulli Siqueira, gestor da mesa de operações da Coinvalores.

DÓLAR

O real acompanhou as principais moedas emergentes e se valorizou em relação ao dólar nesta sessão.

O dólar comercial teve queda de 0,21%, para R$ 3,177. O dólar à vista recuou 0,21%, para R$ 3,182.

Das 24 principais moedas de países emergentes, 12 subiram ante o dólar e 11 perderam força -uma terminou o dia estável.

O Banco Central não interveio no mercado. Em junho, vencem US$ 4,435 bilhões em contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro).

Outro termômetro para o risco do país, o CDS (credit default swap) -espécie de seguro contra calote- recuou 1,23%, para 213,1 pontos. No dia anterior, havia subido 2,60%, para 215,7 pontos, acompanhando as turbulências no mercado brasileiro que fizeram o dólar subir quase 1% e a Bolsa cair cerca de 2%.

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