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Bradesco acaba com rotativo do cartão de crédito a partir de abril

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ECONOMIA

Bradesco acaba com rotativo do cartão de crédito a partir de abril

TÁSSIA KASTNER

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Bradesco decidiu acabar com a linha de crédito rotativo para se adequar às novas regras dos cartões de crédito, que começam a valer em abril.

O cliente que não conseguir quitar integralmente a fatura do cartão contratará automaticamente um parcelamento do valor devido em 12 vezes. A primeira parcela será paga na fatura do mês seguinte.

No final de janeiro, o CMN (Conselho Monetário Nacional) divulgou novas regras para impedir que bancos deixem seus clientes no crédito rotativo por mais de um mês. Depois desse período, a instituição é obrigada a parcelar o débito do cliente em condições mais favoráveis -ou seja, juros menores.

O cliente entra no rotativo quando paga um valor entre o mínimo de 15% e o máximo da fatura.

Na prática, o Bradesco está unificando as duas linhas. Os juros cobrados irão de 3,60% a 9%, diz Rômulo Dias, diretor-executivo do Bradesco. De acordo com o ele, as taxas serão 30% menores que as pagas no rotativo.

Hoje, o banco cobra, em média, 17% ao mês no crédito rotativo e 8,02% no parcelamento de fatura, segundo dados do Banco Central.

"Além de ter taxas mais em conta, a pessoa vai poder se planejar melhor porque vai ter mais prazo para pagar e taxa menor. A parcela vai caber no bolso", diz.

FIM DO ROTATIVO

Em dezembro do ano passado, o presidente Michel Temer anunciou que nenhum banco poderia deixar clientes por mais de 30 dias no rotativo do cartão e que a medida reduziria os juros cobrados pela metade.

Na prática, o que o governo anunciou foi uma medida que já vinha sendo discutida pela Abecs (associação da indústria de cartões). No entanto, emissores esperavam poder manter clientes no rotativo por mais meses, pelo menos três.

Em junho do ano passado, Marcelo Noronha, presidente da Abecs e diretor vice-presidente do Bradesco, afirmou à Folha de S.Paulo que os bancos estudavam acabar com o rotativo, uma forma de pôr fim às taxas de quase 500% ao ano da linha e com a má fama dos cartões junto aos clientes.

O projeto-piloto do fim do rotativo ocorreu no Digio, cartão de crédito do banco CBSS (uma parceria do Banco do Brasil e do Bradesco). O produto, que concorre com o Nubank, não tem crédito rotativo, apenas parcelamento de fatura. O mercado entendeu o cartão como um experimento dos bancos controladores para acabar com a linha.

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