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PIB do Brasil cai 3,6% em 2016 e país amarga segundo ano de queda

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ECONOMIA

PIB do Brasil cai 3,6% em 2016 e país amarga segundo ano de queda

FERNANDA PERRIN, ENVIADA ESPECIAL, E LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em um ano marcado por turbulências políticas, a economia brasileira encerrou 2016 com queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (7).

Foi o segundo ano seguido de queda do indicador, que já havia recuado 3,8% em 2015.

De outubro a dezembro, a economia encolheu 0,9% ante o trimestre anterior. Foi a oitava redução consecutiva do PIB na comparação trimestral e a mais longa sequência de quedas da série histórica de contas nacionais do IBGE, iniciada em 1996.

O resultado trimestral veio pior que esperado por analistas, que projetavam recuo de 0,5% no trimestre. Para o ano, a previsão era de queda de 3,5%.

Em relação aos últimos três meses de 2015, a redução foi de 2,5%. No ano, houve recuo em todos os setores da economia. A agropecuária caiu 6,6%, seguida pela indústria (queda de 3,8%) e pelos serviços, que recuaram 2,7%.

O PIB totalizou R$ 6,267 trilhões em 2016. Já o PIB per capita -ou seja, a divisão do PIB pela população do país- teve queda de 4,4%, alcançando R$ 30.407.

Os investimentos sofreram um tombo em 2016, reduzindo 10,2% no acumulado do ano. O consumo das famílias, pressionado pela alta do desemprego e o endividamento, despencou 4,2% no mesmo período.

Impulsionadas pela desvalorização do real, principalmente no início do ano, as exportações expandiram 1,9% em 2016, enquanto as importações caíram 10,3%.

O recuo do PIB no quarto trimestre do ano passado foi maior do que o observado no terceiro trimestre (queda revista de 0,7%, contra recuo de 0,8% informado anteriormente), mas levemente melhor do a queda de 1,1% do último trimestre de 2015 quando comparado ao período imediatamente anterior.

Na comparação com o trimestre anterior, a agropecuária apresentou uma leve expansão de 1%, enquanto indústria encolheu 0,7% e serviços, 0,8%.

"Pela ótica da despesa, o consumo das famílias (-0,6%) caiu pelo oitavo trimestre seguido, e a formação bruta de capital fixo (indicador de investimentos), manteve resultado negativo (-1,6%). A despesa de consumo do governo (0,1%) manteve-se praticamente estável em relação ao trimestre imediatamente anterior", informou o IBGE.

PARA FRENTE

A expectativa do mercado é que o desempenho no primeiro trimestre deste ano já esteja em terreno positivo. Para 2017, a projeção é de crescimento de 0,49% do PIB, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda (6).

A queda da inflação e a redução da taxa de juros pelo BC são as principais razões para o ânimo de economistas, que esperam que, com isso, famílias e empresários voltem a consumir e investir.

A melhora na demanda por commodities e o aumento da safra agrícola -principais produtos da pauta de exportações brasileira— também explicam o otimismo.

A visão positiva para 2017 contrasta com o ano de 2016, marcado pelo aprofundamento da recessão, com aumento do desemprego e piora da atividade econômica sobretudo nos setores de comércio e serviços, que levaram mais tempo para sentir os efeitos da crise.

Fatores políticos, como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e as investigações de negócios e políticos na Operação Lava Jato, pioraram esse cenário, afetando a confiança na economia e freando investimentos e consumo.

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