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Dólar sobe a R$ 3,15 com possível alta dos juros nos EUA; Bolsa cai 1,69%

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ECONOMIA

Dólar sobe a R$ 3,15 com possível alta dos juros nos EUA; Bolsa cai 1,69%

EULINA OLIVEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar voltou a subir mundialmente nesta quinta-feira (2), com a maior chance de alta dos juros na reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) do próximo dia 15 de março.

No Brasil, o dólar comercial fechou em alta de 1,87%, a R$ 3,1530, maior valor desde 26 de janeiro deste ano (R$ 3,1820). A moeda americana à vista avançou 1,42%, para R$ 3,1414, cotação mais alta desde 1 de fevereiro (R$ 3,1509).

Na noite desta quarta-feira (1º), mais uma dirigente do Fed fez declarações defendendo a elevação "em breve" dos juros nos Estados Unidos. A diretora Lael Brainard citou como justificativas a melhora da economia global e a recuperação sólida dos Estados Unidos.

No dia anterior, outros dois integrantes do Fed fizeram comentários na mesma direção.

Os investidores aguardam ainda discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, nesta sexta-feira (3), que pode dar mais pistas sobre o rumo das taxas de juros.

Segundo levantamento da Blooomberg, a probabilidade de alta dos juros americanos em março saltou de 52% na terça-feira (28) para 80% na quarta (1º) e 90% nesta quinta-feira.

O aumento dos juros nos Estados Unidos torna mais atrativas as aplicações naquele país, em detrimento de outros mercados.

Internamente, o cenário político foi um fator de pressão para o câmbio. "Uma eventual cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE e as delações premiadas da Odebrecht podem levar a uma interrupção do atual governo, o que preocupa os investidores", comenta Ricardo Gomes da Silva, superintendente de câmbio da corretora Correparti.

"A queda de mais de 2% do petróleo no mercado internacional contribuiu para a desvalorização de moedas de países emergentes, como o Brasil", destaca Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H.Commcor.

Segundo os profissionais, o mercado aguarda uma definição do Banco Central sobre a rolagem ou não de contratos de swap cambial que vencem no início de abril, que totalizam cerca de US$ 9,7 bilhões. A operação equivale à venda futura de dólares pela autoridade monetária.

No mercado de juros futuros, os contratos encerraram em alta, acompanhando o dólar, apesar da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central.

Segundo analistas, a ata deixou a porta aberta para que os cortes da taxa básica de juros (Selic) sejam intensificados nas próximas reuniões.

BOLSA

O Ibovespa fechou em baixa de 1,69%, aos 65.854,93 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,2 bilhões.

O índice seguiu a baixa da Bolsa de Nova York e foi pressionado principalmente pelos papéis de Petrobras, Vale e Ambev.

As ações da Ambev, que têm forte peso no índice, recuaram 3,90%, a R$ 17,21, após a companhia de bebidas divulgar o balanço do quarto trimestre, que foi considerado fraco por analistas.

Os papéis da Petrobras caíram 2,64%, a R$ 15,11 (PN), e 3,53%,a R$ 15,85 (ON), influenciados pela queda do petróleo no mercado internacional.

As ações da Vale perderam 4,83%, a R$ 30,33 (PNA), e 5,15%, a R$ 31,46 (ON), apesar da alta do minério de ferro na China.

"Investidores aproveitaram para embolsar os ganhos recentes com os papéis da Vale", afirma Alexandre Soares, analista da BGC Liquidez. As ações PNA da mineradora já subiram cerca de 30% somente neste ano e as ON, quase 23%.

Em Nova York, os índices caíram, devolvendo parte da forte alta da sessão anterior. Nesta quarta-feira, o índice Dow Jones superou os 21 mil pontos pela primeira vez na história, em meio ao otimismo com o plano do presidente Donald Trump de investir US$ 1 trilhão em infraestrutura.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,53%, aos 21.002,97 pontos; o S&P 500, perdeu 0,59%, aos 2.381,92 pontos; e o índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,73%, aos 5.861,22 pontos.

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