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Bolsa brasileira segue mau humor no exterior e cai 1,5%; dólar sobe a R$ 3,12

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ECONOMIA

Bolsa brasileira segue mau humor no exterior e cai 1,5%; dólar sobe a R$ 3,12

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira refletiu o aumento da aversão a risco no exterior e recuou nesta segunda-feira (6), enquanto o dólar registrou leve alta e encerrou o dia cotado a R$ 3,12. O dia foi marcado pelo aumento da preocupação dos investidores com eleições na Europa e com o protecionismo nos Estados Unidos.

O Ibovespa teve queda de 1,48%, para 63.992 pontos. O volume financeiro negociado no pregão foi de R$ 6,35 bilhões, levemente abaixo da média diária no ano, que é de R$ 6,99 bilhões.

A desvalorização da Bolsa brasileira acompanhou a queda dos mercados na Europa e nos Estados Unidos, causada pela preocupação dos investidores com as eleições na Europa -em especial na França, onde a líder da extrema-direita no país, Marine Le Pen, apareceu na primeira colocação em pesquisas de intenção de voto

Le Pen, que se lançou candidata neste domingo (5), possui um discurso nacionalista e anti-imigração semelhante ao do recém-empossado presidente americano, Donald Trump. Ela já afirmou que pretende realizar um referendo para definir se a França continua ou não na União Europeia, a exemplo do que o Reino Unido fez no ano passado e que determinou a saída do país do bloco europeu.

Os investidores também monitoram as políticas de Trump, após a Justiça americana impor nova derrota ao presidente americano ao manter liminar que derruba o decreto do republicano que veta a entrada de cidadãos de sete países de maioria islâmica, anunciado em 27 de janeiro.

"Há uma dúvida sobre quais políticas serão adotadas pelo novo governo dos Estados Unidos e qual o impacto na economia como um todo. Está se falando muita coisa, mas nada foi colocado em prática", afirma Marcio Cardoso, sócio-diretor da corretora Easynvest.

Aqui, as ações de Petrobras, Vale e bancos pesaram sobre o índice. Os papéis preferenciais da Petrobras caíram 2,48%, para R$ 14,96. As ações ordinárias tiveram queda de 2,26%, para R$ 15,97. As ações da estatal acompanharam a desvalorização dos preços do petróleo no exterior. O barril do Brent, de Londres, recuou 1,78%, para US$ 55,80. O barril do WTI, de Nova York, teve queda de 1,39%, para US$ 53,08.

Os papéis preferenciais da Vale recuaram 1,41%, para R$ 28,60, e as ações ordinárias caíram 2,25%, para R$ 29,92. A mineradora informou que vai lançar papéis no exterior e usar o dinheiro para pagar títulos já emitidos e que vencem em março de 2018.

A empresa também prevê uma baixa contábil de US$ 1,2 bilhão com a venda de ativos de fertilizantes realizada no fim do ano, o que pode deixar em segundo plano o impacto positivo de preços mais altos do minério de ferro nos resultados líquidos da companhia.

As ações do setor financeiro fecharam o dia com desvalorização. Os papéis do Itaú recuaram 0,73%. As ações preferenciais do Bradesco perderam 2,07% e as ordinárias fecharam com queda de 2,03%. Os papéis do Banco do Brasil tiveram baixa de 2,49% e as units -conjunto de ações&#- do Santander Brasil caíram 1,21%.

DÓLAR

O dólar fechou em alta em relação ao real. O dólar à vista subiu 0,31%, para R$ 3,122. O dólar comercial teve alta de 0,06%, para R$ 3,126. Das 31 principais divisas internacionais, 19 perderam força em relação ao dólar nesta sessão.

Para Mauricio Nakahodo, economista do Mitsubishi UFJ Financial Group -holding do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil-, a tendência do real ainda é de se valorizar em relação ao dólar, principalmente pela perspectiva de entrada de recursos no país devido à captação de empresas brasileiras no exterior. Além da Vale, recentemente Embraer, Petrobras e JBS anunciaram emissões lá fora.

No cenário político, as notícias também ajudam na valorização do real. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sinalizou que vai trabalhar para aprovar a reforma de Previdência na Casa até junho.

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