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Empresas adotam maratona hacker para conseguir soluções para produtos

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ECONOMIA

Empresas adotam maratona hacker para conseguir soluções para produtos

RICARDO AMPUDIA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Não são só as start-ups em busca do seu R$ 1 milhão ou hackerativistas que estão aderindo aos "hackatons" (maratona hacker) durante a décima edição da Campus Party, em São Paulo.

Aproveitando o evento que reúne "geeks", desenvolvedores e hackers, grandes empresas estão lançando desafios com o formato "hackaton" para conseguir soluções para seus produtos.

O Banco do Brasil lançou um desafio de UX (experiência de usuário). A ideia é que em 36 horas as equipes pensem em como melhorar a experiência do usuário no app do banco e entreguem um protótipo.

De acordo com o gerente da divisão de negócios digitais da empresa, Alexandre Lima, a intenção não é terminar o evento com um produto novo e imediatamente aplicável, mas uma boa oportunidade de feedback.

"Eu consigo avaliar o entendimento que a comunidade tem da experiência do usuário dentro do meu app, tanto do designer como usuário, como do designer como desenvolvedor. Isso me dá um retorno do que explorar e melhorar no futuro".

Em meio a tantas start-ups e empresas do setor de tecnologia, a John Deere, montadora de maquinário agrícola, também resolveu lançar um desafio no formato "hackaton".

A empresa não revelou o objetivo do desafio (ele seria revelado para os participantes no momento do briefing), mas adiantou que seria o desenvolvimento de um aplicativo.

"Achamos que o aplicativo seria mais próximo da linguagem do público da Campus Party e é uma forma de aproximar o setor agrícola, que é um grande polo de inovação tecnológica, desse público urbano, cheio de vontade de desenvolver", comenta Guilherme Sierra, gerente de comunicação da empresa.

Os vencedores levam para casa R$ 15 mil, mais uma visita ao setor de inovação da empresa, nos Estado Unidos.

A Visa, por sua vez abriu sua biblioteca de APIs (interface entre aplicativo e programação) em um "hackaton" que deve trazer à tona maneiras de melhorar a experiência de pagamento do usuário.

Segundo Erico Fileno, gerente de inovação da operadora, a competição é uma via de mão dupla que, além de trazer uma solução, permite avaliar como os programadores lidam com a documentação e plataformas da marca.

"Fizemos uma boa seleção de programadores de nível médio e vamos aprendendo e entendendo como eles usam nossas aplicações, isso é muito importante", explica. Os vencedores também levam R$ 15 mil para casa.

Algumas empresas ainda se uniram ao "Big Hackaton", que tem acontecido em parceria com o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) durante a Campus Party, onde os participantes desenvolvem soluções baseadas na carta de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A Otima, empresa de mídia e mobiliário urbano, desenvolveu um protótipo baseado em Arduíno e Raspberry Pi que coleta, em tempo real, informações no ponto de ônibus.

Dados como incidência de raios UV, chuva, fluxo de pessoas, ruído e qualidade do ar são disponibilizadas na nuvem para que os participantes fomentem suas soluções durante o "Big Hackaton".

Gustavo Brancante, gerente de tecnologia e inovação da empresa diz que o protótipo, apesar de estar longe da produção em escala, serve para alimentar ideias.

"Queremos usar o 'big data' para gerar 'insights' em tempo real, colocar as pessoas como protagonistas das soluções nas cidades, não coadjuvantes".

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