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Ações da Petrobras pesam, mas Bolsa brasileira fecha em alta de 0,3%

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ECONOMIA

Ações da Petrobras pesam, mas Bolsa brasileira fecha em alta de 0,3%

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As ações da Petrobras limitaram a alta da Bolsa brasileira nesta quarta-feira (1º), em dia de agenda cheia no cenário político do país, com o fim do recesso do Judiciário e do Congresso. No exterior, as atenções ficaram voltadas para a decisão do banco central americano de manter a taxa de juros nos Estados Unidos na faixa entre 0,5% e 0,75% ao ano.

O Ibovespa fechou com alta de 0,26%, para 64.836 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 7,9 bilhões, acima do volume diário negociado na Bolsa no ano, que é de R$ 6,87 bilhões.

Os papéis da Petrobras pressionaram em baixa o índice, após a estatal continuar impedida pelo TCU (Tribunal de Contas da União) de vender seus ativos.

As ações preferenciais da estatal fecharam estáveis em R$ 15,02, e os papéis ordinários recuaram 0,43%, para R$ 16,12.

O ministro Bruno Dantas pediu vista do processo, que agora só volta ao plenário para uma decisão quando ele recolocá-lo em votação. Não há prazo específico.

A Petrobras tinha a meta de vender US$ 15,1 bilhões em ativos até o ano passado -foram US$ 13,6 bilhões- e mais US$ 19,5 bilhões até 2018, com o intuito de reduzir sua dívida. Além do TCU, há também decisões da Justiça que impedem a venda.

A alta das ações da Vale e de bancos, porém, ajudou a manter o índice brasileiro em terreno positivo. No caso da mineradora, os papéis foram impulsionados por dados positivos de produção industrial na China, que cresceu pelo sexto mês seguido em janeiro.

"Os dados vão ter impacto no preço das commodities, embora o mercado esteja fechado pelo Ano Novo Lunar chinês. Quando o mercado reabrir, a estimativa é que preços subam, porque os últimos indicadores chineses vieram acima do esperado", afirma Sandra Peres, analista-chefe da Coinvalores.

As ações preferenciais da mineradora subiram 2,75%, para R$ 31,39. Os papéis ordinários avançaram 2,21%, para R$ 32,89. No ano, as ações acumulam alta de 34,5% e 28,1%, respectivamente.

Os papéis da maioria dos bancos também subiram no pregão. As ações do Itaú Unibanco tiveram alta de 1,02%. Os papéis do Banco do Brasil avançaram 0,48% e as units -conjunto de ações- do Santander se valorizaram 1,95%. As ações do Bradesco destoaram do restante do setor financeiro e caíram: os papéis ordinários perderam 0,34% e os preferenciais, 0,83%.

Os investidores mantiveram no radar notícias envolvendo o cenário político doméstico, como o sorteio que vai definir o relator da Operação Lava Jato e a eleição da Presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

FED MANTÉM JUROS

Mas a notícia mais aguardada nesta quarta-feira era a definição da política monetária americana, na primeira reunião do Fed (Federal Reserve, banco central americano) após a posse de Donald Trump.

O Fed, como esperado, manteve a taxa de juros na faixa entre 0,5% e 0,75% ao ano. No comentário após a decisão, o banco central americano destacou a solidez do mercado de trabalho americano e o aumento da confiança dos consumidores e empresas. No entanto, não fez qualquer menção a Trump.

"O próprio Trump ainda não colocou em andamento qualquer projeto que represente um ataque fiscal ou eleve a inflação. Mas o Fed indicou que vai aguardar anúncios mais concretos para se pronunciar", afirma Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

A leitura é semelhante à de Paulo Gomes, economista da Azimut Wealth Management. "A Yellen vai depender de futuras medidas do Trump. Ele só está há 22 dias no poder, é cedo ainda. Mas o Fed destacou que os índices de confiança dos consumidores e empresas melhoraram recentemente, o que pode ser derivado da eleição do Trump, que melhorou o ambiente no mercado acionário", avalia.

A decisão do Fed foi anunciada após o fechamento do mercado cambial no Brasil e, por isso, não teve impacto na moeda americana aqui. O dólar à vista fechou estável em R$ 3,151. O dólar comercial recuou 0,06%, para R$ 3,150.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados fecharam em baixa. O contrato com vencimento em abril deste ano recuou de 12,433% para 12,431%. O contrato com vencimento em julho de 2017 caiu de 11,790% para 11,780%. Já o vencimento para janeiro de 2021 passou de 10,680% para 10,670%.

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