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Pessoa física aumenta participação na Bolsa em 2016

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ECONOMIA

Pessoa física aumenta participação na Bolsa em 2016

EULINA OLIVEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bovespa encerrou 2016 com um aumento no percentual de pessoas físicas nos negócios. A participação subiu para 17%, totalizando 564.024 investidores. É o melhor resultado desde 2012, quando o percentual foi de 17,9%.

Tanto em 2015 quanto em 2014, as pessoas físicas representaram 13,7% do total de investidores da Bolsa. Em 2013, eram 15,2%.

O maior interesse de pessoas físicas ocorreu por causa da forte valorização do Ibovespa ao longo do ano passado, depois de três anos seguidos de queda.

O principal índice da Bolsa terminou 2016 com ganho de cerca de 39%, o melhor desempenho desde 2009. Naquele ano, o Ibovespa avançara 83%, e a participação de pessoas físicas atingira o recorde histórico de 30,5%.

No ano passado, as ações deram um salto a partir de fevereiro, quando aumentaram as apostas de mudança do governo, o que acabou se concretizando com o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

As apostas partiram principalmente de estrangeiros, que representam mais da metade dos investidores da Bolsa. A leitura do mercado passou a ser que, sob o governo Temer, haveria condições de o país sair da recessão.

Segundo analistas, os grandes investidores operam de olho do que deve acontecer no futuro, enquanto as pessoas físicas são mais sensíveis aos acontecimentos no presente.

"Em geral, as pessoas físicas chegam mais tarde à Bolsa, quando já está havendo um ciclo de valorização", diz Rafael Ohmachi, analista da Guide Investimentos.

O pico de pessoas físicas na Bolsa em 2016 ocorreu no mês de julho, quando a fatia chegou a 19,6%. Em dezembro, a participação caiu para 14,5%, coincidindo com a perda de fôlego da Bolsa no final do ano.

OUTROS INVESTIDORES

Os estrangeiros terminaram 2016 com participação de 52,3% nos negócios na Bolsa, levemente abaixo do percentual de 2015 (52,8%). Já a fatia de investidores institucionais, como os fundos de pensão, recuou para 24,9%, ante 27,2%no ano anterior. A participação de instituições financeiras ficou praticamente estável (5,2%), assim como a de empresas (1%).

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