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Perda de mercado também motivou redução dos preços da Petrobras

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ECONOMIA

Perda de mercado também motivou redução dos preços da Petrobras

- Atualizado em 14/10/2016 17:55

LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Além de perseguir a equiparação dos preços no Brasil com os praticados no exterior, a redução do preço da gasolina e do diesel, anunciada nesta sexta-feira (14) pela Petrobras, também foi motivada pela perda de participação da petroleira no mercado de importação de combustíveis.

Desde 2014, com a forte queda do preço do petróleo no mercado internacional, o país registra aumento da importação de derivados por empresas importadoras que têm como clientes companhias que antes compravam diretamente da Petrobras.

A gestão anterior da estatal, comandada por Aldemir Bendine, decidiu não baixar preços os preços da gasolina mesmo quando o produto caiu no mercado internacional.

Era uma forma de remunerar a estatal, que tem hoje uma das maiores dívidas do mundo do petróleo. A ideia era, ao comprar mais barato no exterior e vender mais caro no Brasil, compensar perdas causadas pela a corrupção e também com a política determinada pelo governo federal de evitar aumentos dos combustíveis para não contaminar a inflação.

Enquanto mantinha os ganhos com o petróleo mais favorável, a estatal abriu espaço para que importadoras pudessem praticar preços mais baratos no Brasil e, consequentemente, conquistar clientes, como portos e aeroportos.

Segundo divulgou a Petrobras nesta sexta, no período de março a setembro deste ano, houve crescimento médio mensal de 11% da importação de diesel por terceiros e de 28% da gasolina.

As importações "não Petrobras" alcançaram uma participação de mercado de 4% na gasolina e de 14% no diesel, de janeiro a setembro, ainda de acordo com a Petrobras.

Atrelado a isso, o mercado de vendas de combustíveis vem observando desde o final do ano passado, queda no consumo de derivados em função da crise econômica brasileira. A Petrobras, portanto, enfrenta mercado com menos demanda e mais competição.

"As importações continuavam a crescer e o consumo continuava caindo. E, ao invés de as empresas comprarem tudo na Petrobras, elas estavam preferindo o prêmio do mercado internacional. São importadores e grandes consumidores [que estavam fazendo essa opção]", disse o diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), Adriano Pires.

A importação em alta, segundo o diretor de Refino da Petrobras, Jorge Celestino, foi um dos motivos que levaram à decisão de reduzir os preços dos combustíveis. "Olhando a nossa participação de mercado, olhando nossa posição de preço, entendemos que era o momento de reajustar o preço", disse.

A diretoria da Petrobras anunciou a nova política de preços dos combustíveis, que passa a ser avaliada mensalmente. O objetivo é buscar a paridade com os preços internacionais, além de uma margem de ganho para a empresa que contemple os riscos da operação. A diretoria ressaltou que nunca praticará preços abaixo da paridade internacional.

PREÇO NA BOMBA

Segundo Pires, embora tenha sido anunciada a queda de preços -de 2,7% para diesel e de 3,2% da gasolina- o valor cobrado no mercado internacional continua mais barato do que o que será praticado no Brasil.

De acordo com cálculos do CBIE, mesmo considerada a queda, o preço da gasolina no Brasil continua em média 12% mais caro do que no exterior e o do diesel, 22% acima.

"Na bomba, não muda quase nada. No fundo, o mais importante, de fato, é o sinal que a empresa dá para o mercado, e por isso as ações reagiram", disse.

FINANÇAS

Pires afirma que a queda de preço do principal produto da empresa poderá ter impacto em sua geração de receitas já no próximo trimestre.

Segundo avaliou, a empresa parece estar apostando na elasticidade da demanda com a gasolina mais barata. "Ela pode estar apostando que o consumo pode subir um pouco com essa melhora".

O diretor Financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou nesta sexta que a empresa irá compensar possíveis perdas de receita com melhoras logísticas e na linha de produção do refino.

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