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Credores se unem a bilionário egípcio para tentar definir futuro da Oi

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ECONOMIA

Credores se unem a bilionário egípcio para tentar definir futuro da Oi

RENATA AGOSTINI E JULIO WIZIACK

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um grupo de credores internacionais da Oi uniu-se ao bilionário egípcio Naguib Sawiris para tentar tomar o controle do processo de reestruturação da empresa, quarta maior operadora celular do país. A associação foi anunciada nesta terça-feira (11).

Com R$ 64,5 bilhões em dívidas, a empresa ingressou, em junho, com pedido de recuperação judicial.

A ideia desses investidores, que detém cerca de R$ 14 bilhões em títulos emitidos pela Oi no exterior, é convencer o governo e os principais bancos credores de que sua estratégia para salvar a operadora é melhor do que a apresentada até então pela companhia.

Atualmente, a Oi é controlada pela Pharol, dos acionistas da Portugal Telecom, e por fundos ligados ao empresário Nelson Tanure.

Pela lei brasileira, quem define a proposta de recuperação judicial que será apreciada pelos credores é a própria empresa. Por isso, o grupo tentará uma manobra. Quer articular nos bastidores adesão à sua proposta de forma a sensibilizar o juiz responsável pelo caso da Oi a colocá-la em votação na assembleia de credores.

Os investidores internacionais contam com dois pontos a seu favor. De um lado, a entrada de Sawiris, empresário com experiência no setor de telecomunicações e dinheiro para investir no país. Ele é dono da Orascom Telecom, operadora fundada em 1997 no Egito e que hoje tem operações também em outros países da África e na Ásia.

De outro lado, a resistência de integrantes do governo ao plano de recuperação já apresentado, que prevê perdão de 70% da dívida. Banco do Brasil, BNDES, Caixa e Anatel são alguns dos maiores credores da Oi, com cerca de R$ 20 bilhões a receber.

Esse grupo de credores internacionais aposta no impasse nas tratativas entre governo e o atual controle da operadora para se colocar como alternativa.

Sawiris tenta se aproximar do governo por meio Naji Nahas, de quem é amigo. Nahas é próximo do presidente da República, Michel Temer, e do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Os assessores dos credores no Brasil -a firma de consultoria Moelis & Company e o escritório Pinheiro Neto- não deram detalhes sobre o plano.

Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo pretende finalizar a proposta em três semanas. Ela incluirá a injeção de recursos na companhia -de US$ 800 milhões a US$ 1 bilhão -e a conversão de dívida em ações, de tal forma que Pharol e Tanure sejam sacados do controle da companhia.

REAÇÃO

Nos bastidores, os principais sócios da Oi afirmam que a estratégia dos credores estrangeiros é inócua. Para eles, somente acionistas podem apresentar o plano de recuperação judicial, e ele já foi apresentado à Justiça.

O plano de recuperação que foi apresentado pela Oi não prevê a conversão de dívida em ações, como defendem o Banco do Brasil e a Caixa. Ambos só aceitam dar desconto em seus créditos se a participação dos atuais acionistas for reduzida para acomodar os credores. Mas os controladores não aceitam essa solução.

DISPUTA

Hoje, a Pharol ainda aparece como maior acionista da Oi com cerca de 25% de participação. Mas o empresário Nelson Tanure, juntamente com fundos de investimento e empresas ligados a ele, já teriam 33% da empresa.

Tanure quer assumir o comando da Oi, convocando uma assembleia geral de acionistas para votar a saída dos portugueses da gestão. Hoje, a Pharol tem seis dos 11 assentos do conselho.

Recentemente, Tanure conseguiu indicar dois conselheiros: Demian Fiocca e Hélio Costa. Ambos aguardam a anuência da Anatel para assumirem os postos.

No governo, essa disputa despertou desconfiança e levou a Casa Civil a criar um grupo de trabalho com representantes dos bancos públicos (BB, Caixa e BNDES) e da Anatel. Caso não haja uma saída "negociada", poderá haver uma intervenção na Oi.

O grupo defende não só os interesses dos bancos públicos como a continuidade da prestação do serviço. O colapso da Oi significaria a interrupção de serviços de outras empresas também.

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