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Equilíbrio fiscal é crucial para sucesso econômico, diz diretor-geral da OMC

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ECONOMIA

Equilíbrio fiscal é crucial para sucesso econômico, diz diretor-geral da OMC

- Atualizado em 06/10/2016 19:35

MARCELO NINIO

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - "Um orçamento equilibrado é a chave para qualquer política macroeconômica", disse nesta quinta (6) em Washington o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Roberto Azevêdo, ao comentar o esforço do governo de aprovar um teto nos gastos públicos.

Azevêdo participa da reunião do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial com um objetivo principal: defender o comércio. Em meio ao aumento de sentimentos protecionistas em vários países desenvolvidos, como demonstra o "Brexit" (saída do Reino Unido da União Europeia) e a retórica anti-comércio na campanha presidencial americana, o brasileiro disse que é preciso um esforço conjunto para rebater esse discurso e mostrar com clareza os benefícios do comércio.

"Nossa preocupação com a retórica protecionista nas economias avançadas é que seus líderes eram os que defendiam a liberalização do comércio e uma maior integração entre as economias. Quando se perde esse tipo de engajamento político, há uma grande perda para a economia global", disse Azevêdo em uma conversa com jornalistas no Hotel Watergate, famoso pelo escândalo que derrubou o presidente americano Richard Nixon.

A suposta perda de empregos por culpa do comércio, uma das alegações mais repetidas pelos que combatem os acordos de liberalização comercial, é um dos alvos da ofensiva de relações públicas de Azevêdo em favor das trocas globais. Segundo ele, 18% dos empregos perdidos são culpa do comércio, a maioria é devido à inovação.

Azevêdo disse que acertou coordenar o esforço conjunto em defesa do comércio com a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, e o presidente do Banco Mundial Jim Yong Kim. Ele disse que o plano é realizar um seminário com a participação dos três para promover e discutir os efeitos positivos do comércio.

Diante de uma abertura maior ao comércio global demonstrada pelos novos governo do Brasil e da Argentina, ele disse que na América Latina o maior problema é a falta de estratégias de longo prazo. "Nos países em desenvolvimento em geral o que tende a ser problemático é a natureza cíclica das políticas, em alguns períodos mais voltada para dentro, em outros para fora. E às vezes falta coerência para uma estratégia de longo termo. Nossa experiência é que os países que tiveram períodos mais longos de estratégias sustentáveis para a integração global, a modernização e melhora da competitividade, foram mais bem-sucedidas", afirmou.

Embora o mundo esteja mais protecionista, como mostra a elevação das medidas de restrição ao comércio introduzidas pelos países no último ano, Azevêdo diz que o comércio continua sendo um "elemento fundamental" para qualquer política macroeconômica.

"Ainda há muitas oportunidades. É verdade que está menos favorável que antes. Mas o tipo de protecionismo que está acontecendo não é suficiente para dizer que a economia global está fechada e que o comércio desapareceu. O comércio continua crescendo. Menos do que antes, está crescendo muito lentamente, mas as oportunidades estão aí", disse.

O brasileiro confirmou que apresentará no fim do ano sua candidatura a um segundo mandato na chefia da OMC.

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