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Reformas movem Brasil para território positivo, diz diretora do FMI

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ECONOMIA

Reformas movem Brasil para território positivo, diz diretora do FMI

- Atualizado em 06/10/2016 17:33

MARCELO NINIO

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O ajuste fiscal e as reformas propostas pelo governo são sinais de que o Brasil caminha para a retomada do crescimento econômico, disse nesta quinta (6) a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde.

"Estamos vendo políticas sendo discutidas, incluindo políticas fiscais e reformas estruturais, que em nossa visão levarão o país a um território mais estável e, tomara, mais próspero", disse Lagarde durante a entrevista coletiva da reunião anual do FMI, em Washington.

Ela lembrou que a forte recessão no Brasil tem grande peso no desempenho econômico negativo da América Latina como um todo, que este ano deve sofrer contração de 0,5% antes de voltar a crescer 1,5% no próximo ano, segundo as projeções do FMI.

"O Brasil é um componente tão grande da América Latina que só pode ajudar o continente", disse Lagarde. "Se o Brasil conseguir corrigir suas políticas, disciplinar-se, e restaurar a estabilidade, isso ajudará muito."

Em seu relatório Panorama Econômico Global, lançado nesta semana, o FMI prevê que o Brasil fechará este ano com contração de 3,3% do PIB, mas voltará a terreno positivo em 2017, com crescimento de 0,5%. O Banco Mundial é mais otimista, estimando que no próximo ano o crescimento da economia brasileira será de 1,1%. A discrepância, explicou Lagarde, se deve a diferenças de metodologia utilizadas pelas duas instituições.

Os elogios de Lagarde às políticas propostas pelo governo de Michel Temer vão na mesma direção das recomendações feitas para o Brasil no relatório, com ênfase no ajuste fiscal e em medidas para restaurar o investimento e a confiança.

LENTO DEMAIS

Apesar da recuperação de algumas economias, especialmente as emergentes, o FMI alerta que o crescimento global está lento demais por muito tempo, e que sentimentos protecionistas e anti-globalização como os revelados na saída do Reino Unido da Europa podem agravar a situação.

Ela não quis comentar diretamente a retórica contra a abertura comercial que cerca a atual campanha presidencial americana, mas ressaltou os benefícios do comércio para uma expansão mais robusta da economia mundial.

Lagarde recomendou que os governos continuem os esforços para aumentar a integração comercial. "Ações coordenadas melhores para reduzir desequilíbrios externos e administrar contágios, incluindo a comunicação clara das políticas continuam essenciais", disse.

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