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ATUALIZADA - Dólar sobe a R$ 3,25 com chance maior de alta dos juros americanos; Bolsa cai

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ECONOMIA

ATUALIZADA - Dólar sobe a R$ 3,25 com chance maior de alta dos juros americanos; Bolsa cai

- Atualizado em 04/10/2016 18:25

EULINA OLIVEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Declarações de dirigentes do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) defendendo a alta dos juros americanos o mais rápido possível fortaleceram o dólar mundialmente nesta terça-feira (4). O real apagou toda a valorização da segunda-feira (3), provocada pelo otimismo dos investidores com o resultado das eleições municipais.

Depois de subir 1,87% na véspera com a euforia doméstica, o Ibovespa recuou 0,21%, acompanhando o movimento negativo da Bolsa de Nova York. Os juros futuros e o CDS (credit default swap) brasileiro, indicadores de percepção de risco, avançaram.

Ainda nesta segunda-feira, a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, afirmou que a economia americana está pronta para suportar um aumento dos juros americanos. Ela foi um dos três dirigentes que votaram por um aumentos dos juros na reunião de setembro.

Nesta terça, o presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, também defendeu a elevação das taxas. Lacker, porém, não vota neste ano no Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) do Fed, que define a política monetária.

A probabilidade de uma alta dos juros americanos em dezembro aumentou para mais de 60%, segundo levantamento da agência Bloomberg, desde segunda-feira, após o índice ISM de manufatura de setembro nos EUA ter ficado acima do previsto por analistas. Para novembro, a chance de elevação das taxas ainda está abaixo de 20%.

"Os investidores também estão atentos aos dados de emprego nos EUA, que saem nesta sexta-feira (7), e optam pela cautela", comenta Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora. "Esse indicador é muito importante para o Fed balizar sua política monetária", destaca.

No campo doméstico, contribuiu para o mau humor do mercado a queda de 3,8% da produção industrial de agosto na comparação mensal, segundo o IBGE. O tombo foi o maior desde janeiro de 2012 e superou a mediana das expectativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam recuo de 3,2%.

CÂMBIO E JUROS

O dólar comercial encerrou o pregão em alta de 1,55%, a R$ 3,2560, depois de ter caído 1,41% na sessão anterior, para o patamar de R$ 3,20. A moeda americana à vista ganhou 0,70%, a R$ 3,2483.

Pela manhã, com tem ocorrido nos últimos dias, o Banco Central leiloou 5 mil contratos de swap cambial reverso, no montante de US$ 250 milhões. A operação equivale à compra futura de dólares.

Nesta terça-feira, em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, negou que o BC esteja usando o câmbio como instrumento para controlar a inflação, do contrário não estaria reduzindo o estoque de swaps como está fazendo.

Ele reiterou que o BC tem diminuído sua posição vendida em dólares sem alterar a tendência do mercado de câmbio, mas que o espaço para essa atuação tem se estreitado em função da proximidade da normalização das condições monetárias nos EUA.

Operadores ressaltam que, toda vez que o dólar se aproxima da casa dos R$ 3,20, a moeda volta a subir. Para que volte a ficar abaixo desse nível, é preciso que o ajuste fiscal do governo Temer avance.

"Junto à expectativa de uma alta dos juros americanos em breve, a perspectiva de um corte da taxa básica de juros no Brasil também dá suporte ao dólar", avalia Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H.Commcor.

No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 subiu de 13,720% para 13,739%; o contrato de DI para janeiro de 2018 avançou de 12,090% para 12,170%; e o contrato de DI para janeiro de 2021 passou de 11,380% para 11,470%.

Sobre a taxa básica de juros, o presidente do BC disse na CAE do Senado que a autoridade monetária "não tem cronograma preestabelecido para flexibilização da política monetária". Mesmo assim, analistas já vêm espaço para um corte de juros neste mês, por causa da tendência de desaceleração da inflação.

O CDS brasileiro, espécie de seguro contra calote, ganhava 3,21%, aos 276,205 pontos.

BOLSA

O Ibovespa fechou em queda de 0,21%, aos 59.339,23 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,7 bilhões.

As ações da Petrobras subiram 0,35%, a R$ 14,02 (PN), e 0,12%, a R$ 15,61 (ON), apesar de os preços do petróleo no mercado internacional terem operado em leve baixa.

Os papéis da Vale recuaram 1,51%, a R$ 15,55 (PNA), e 1,87%, e 2,48%, a R$ 17,65 (ON).

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN ganhou 0,88%; Bradesco PN, +1,44%; Bradesco ON, +1,09%; Banco do Brasil ON, +0,25%; Santander unit, -0,58%; e BM&FBovespa ON, -0,86%.

As ações PNA da Braskem caíram 9,01%, liderando as baixas do índice, após subir 3,03% na segunda-feira, quando a empresa informou que iniciou diálogo com autoridades americanas sobre denúncias de irregularidades no âmbito da operação Lava Jato.

EXTERIOR

Em Nova York, o índice S&P 500 caiu 0,50%; o Dow Jones, -0,47%; e o Nasdaq, -0,21%. Os índices foram pressionados pelas declarações de dirigentes do Fed defendendo a alta dos juros americanos.

Na Europa, os índices fecharam em alta, com menores preocupações em relação à saúde financeira do Deutsche Bank.

A forte queda da libra ante o dólar, por causa do plano do Reino Unido de dar início à saída da União Europeia até março, beneficiou as ações de exportadoras britânicas, e a Bolsa de Londres fechou em alta de 1,30%. A Bolsa de Paris ganhou 1,11%; Frankfurt, +1,03%; Madri, +0,20%; e Milão, +0,21%.

Na Ásia, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio subiu 0,83%. As Bolsas chinesas não funcionam nesta semana por causa de um feriado.

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