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Receita do FMI para o Brasil se alinha com a política do governo

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ECONOMIA

Receita do FMI para o Brasil se alinha com a política do governo

- Atualizado em 04/10/2016 10:35

MARCELO NINIO

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Retomada da confiança e do investimento, teto de gastos e ajuste fiscal. Essas são as principais recomendações do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o Brasil no relatório anual Panorama Econômico Global, lançado nesta terça (4) em Washington, que se alinham com as prioridades anunciadas pelo governo de Michel Temer.

"Há uma necessidade abrangente de impulsionar a confiança e aumentar o investimento por meio do fortalecimento das políticas. A adoção da lei de gastos e o estabelecimento de uma consolidação fiscal coerente de médio prazo enviaria um forte sinal de comprometimento político", diz.

"Outros imperativos para aumentar o investimento incluem a simplificação do regime tributário, a redução de barreiras ao comércio e as carências em infraestrutura para reduzir o custo de fazer negócios".

Em relação a seus números de abril, o FMI elevou em 0,5 ponto percentual as projeções de crescimento do Brasil em 2016, para uma contração de 3,3%, e 2017, para expansão de 0,5%.

O Fundo destaca, porém, que tais previsões partem da suposição de que haverá um "declínio das incertezas políticas", enquanto há um terreno instável à frente: a contração da economia continua, embora num ritmo mais moderado, a inflação está acima da meta do Banco Central e a credibilidade política foi "severamente abalada pelos eventos que levaram à transição do regime", diz.

As projeções de inflação do FMI para o Brasil são de 7,2% neste ano e de 5% em 2017, alinhadas com as previsões do BC. No último Boletim Focus, a consulta semanal do BC a analistas de mercado, a expectativa era de 7,25% em 2016 e de 5,07% em 2017.

Como já havia destacado em seu relatório sobre o país na semana passada, o Fundo vê sinais de que a economia brasileira começou a sair do fundo do poço em termos de confiança e está deixando a recessão para trás, enquanto diminuem os efeitos negativos de "choques recentes -o declínio nos preços das commodities, os ajustes de preços administrados de 2015 e a incerteza política".

O índice de commodities do FMI registrou aumento de 22% nos preços desde abril deste ano, o maior deles para o do petróleo, que subiu 50% para US$ 45 em agosto depois de em janeiro ter tocado na cotação mais baixa em dez anos.

Os não combustíveis também tiveram altas de preços significativas nesse período, 12% para os metais e 9% para as commodities agrícolas, que são 65% das exportações do Brasil. "Os preços de metais foram gradualmente caindo devido à desaceleração na China e de seu afastamento do investimento intensivo em commodities, mas o recente estímulo [econômico] deu algum suporte aos preços", diz o relatório.

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