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Alta da Bolsa atinge 18% na semana; dólar recua 6,6% no período

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ECONOMIA

Alta da Bolsa atinge 18% na semana; dólar recua 6,6% no período

EULINA OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A euforia no mercado financeiro brasileiro continuou nesta sexta-feira (4), com a deflagração da 24ª fase da Operação Lava Jato. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no prédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o levou para depor.
O Ibovespa ganhou 4%, encerrando a semana em alta de 18,01%, o maior ganho semanal desde a semana encerrada em 31 de outubro de 2008, quando subiu 18,34%. O dólar à vista recuou para o patamar de R$ 3,72, e o CDS (credit default swap) brasileiro, uma espécie de seguro contra o calote da dívida do país, caiu 3,93%, para 415,733 pontos, a menor pontuação desde 9 de setembro de 2015.
Desde quarta-feira (3), com as notícias de novas delações no âmbito da Lava Jato, do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), investidores passaram a apostar que aumentaram as chances de um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff. Desde o início da semana, porém, o mercado doméstico já tinha um sentimento positivo, com a melhora do cenário externo.
Nesta sexta-feira, o avanço do petróleo e do minério de ferro e dados fortes de emprego nos EUA também colaboraram para o otimismo doméstico.
Após atingir a mínima de R$ 3,6554 durante o pregão, o dólar à vista fechou cotado a R$ 3,7274, em queda de 2,07%, no menor patamar desde 24 de novembro do ano passado (R$ 3,7005). Na semana, a moeda americana caiu 6,62%. Já o dólar comercial fechou em baixa de 1,10%, a R$ 3,7610, após ter alcançado a mínima de R$ 3,6560.
Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, o recuo da moeda americana ante o real ao longo do dia foi limitado porque o Banco Central não vendeu nesta sexta-feira todos os swaps cambiais ofertados. "Havia propostas de compra muito aquém do que o BC estava disposto a aceitar", afirma. Os swaps cambiais equivalem à venda futura de dólares.
Galhardo avalia ainda que as declarações do ex-presidente Lula após prestar depoimento à PF contribuíram para diminuir a queda da moeda americana. "Após a fala de Lula, o mercado ficou com a sensação de que uma possível mudança no governo pode demorar mais do que se imaginava e fez uma correção", comenta.
Os juros futuros de curto prazo também passaram por um ajuste: o contrato de DI para janeiro de 2017, que chegou a cair durante o pregão, subiu de 14,040% na véspera para 14,050%. Já no longo prazo a queda vista ao longo da semana prosseguiu, com o contrato de DI para janeiro de 2021 caindo de 15,070% para 14,700%.
BOLSA
O Ibovespa terminou em alta de 4,01%, aos 49.084,86 pontos, no maior nível desde 9 de outubro de 2015. O giro financeiro foi elevado, R$ 17,036 bilhões. As ações preferenciais da Petrobras subiram 9,89%, a R$ 7,22, e as ordinárias avançaram 9,54%, a R$ 9,98. As ações ON do Banco do Brasil subiram 9,87%, a R$ 18,25.
Os papéis da Petrobras também foram beneficiados pela forte alta do petróleo no mercado internacional. Em Londres, o petróleo Brent ganhava 4,96%, a US$ 38,91 o barril; nos EUA, o subia 4,72%, a US$ 36,20.
A alta do minério de ferro na China também impulsionou os papéis da Vale, que subiram 6,93%, a R$ 11,72 (PNA), e 5,95%, a R$ 16,55 (ON). As ações de siderúrgicas também registram forte altas, assim como os papéis do setor financeiro.
"O clima continuou positivo no mercado doméstico nesta sexta-feira por conta do quadro político, mas também foi ajudado pelo cenário externo", destaca Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor.
Os índices acionários da Bolsa de Nova York fecharam em alta: Dow Jones (+0,37%), S&P 500 (+0,33%) e Nasdaq (+0,20%).
Com exceção de Milão (-0,38%), as Bolsas europeias também terminaram no campo positivo: Londres (+1,13%), Paris (+0,92%), Frankfurt (+0,74%), Madri (+0,51%).
As Bolsas chinesas subiram pelo quarto dia seguido.

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