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Ações de estatais disparam com delação de Delcídio; dólar cai

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ECONOMIA

Ações de estatais disparam com delação de Delcídio; dólar cai

EULINA OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A notícia de que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) comprometeu a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula em delação premiada faz a Bolsa se descolar do exterior e subir quase 3%, com os investidores apostando que aumentaram as chances de mudança no governo. A alta do Ibovespa é comandada pelas ações de estatais; os papéis preferenciais subiam mais de 12%, e os ordinários ganhavam mais de 10%.
O dólar opera em forte queda, enquanto os juros futuros se ajustam à decisão do Copom (Comitê de Politica Monetária) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano.
O principal índice da Bolsa paulista subia há pouco 2,83%, aos 46.165,20 pontos, capitaneada pelas ações de estatais. As ações preferenciais da Petrobras ganhavam 12,38%, a R$ 6,35, e as ordinárias subiam 10,37%, a R$ 8,94, apesar da queda do petróleo no mercado internacional.
Os papéis ON do Banco do Brasil tinham alta de 9,05%, a R$ 16,02. E as ações da Eletrobras avançavam 7,10%, a R$ 10,71 (PNB), e 7,97%, a R$ 6,36 (ON). Os papéis PN da estatal mineira Cemig ganhavam 8,18%, a R$ 6,61.
Também operavam com alta expressiva os papéis do setor financeiro, Vale e siderúrgicas, entre outros.
No mercado de câmbio, o dólar à vista perdia 1,53%, cotado a R$ 3,8288. O dólar comercial recuava 1,54%, a R$ 3,8290.
Detalhes do acordo de delação premiada de Delcídio foram veiculados pelo site da revista "Istoé", que publicou reportagem com trechos dos termos de delação.
"Não é o clima estável lá fora que vai animar ainda mais os negócios por aqui. Petróleo e Bolsas estáveis lá fora poderiam sugerir alguma realização por aqui, depois das fortes altas dos últimos dias, mas o foco por aqui está no noticiário político", escreveu o analista Vitor Suzaki, da Lerosa Investimentos.
"O mercado agradece toda vez que a chance de mudança no comando do país aumenta. Nem mesmo a manutenção dos juros pelo Copom com placar dividido vai tirar a força da expectativa de melhora", acrescenta.
Nesta quarta-feira, a moeda americana à vista já havia fechado na menor cotação do ano, enquanto o principal índice da Bolsa paulista alcançou o maior nível de 2016.
Analistas e operadores apontaram como um dos fatores para o bom humor do mercado na quarta-feira, além do cenário externo favorável, a informação de que o empresário Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da empreiteira OAS condenado a 16 anos de prisão na Operação Lava Jato, decidiu fazer um acordo de delação premiada, segundo a reportagem apurou junto a profissionais e investigadores que acompanham as negociações.
Nos EUA, os índices acionários operavam em baixa: o Dow Jones perdia 0,36%, o S&P 500 recuava 0,39% e o Nasdaq, -0,49%.
As Bolsas europeias fecharam com sinais divergentes: Londres (-0,27%), Paris (-0,20%), Frankfurt (-0,25%), Madri (+0,03%) e Milão (+0,78%).
Na Ásia, a maioria das Bolsas fechou em alta.
O petróleo opera com volatilidade nesta sessão. Em Londres, o Brent perdia há pouco 0,11%, a US$ 36,89 o barril; nos EUA, o WTI recuava 0,09%, a US$ 34,63 o barril.
JUROS
No mercado de juros futuros, os contratos se ajustam à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano. O contrato de DI para janeiro de 2017, que subia, virou e passou a recuar, de 14,060% na véspera para 14,050% e o contrato de DI para janeiro de 2021 caía de 15,300% para 15,080%.
Para analistas, depois que o Copom manteve a taxa Selic inalterada em 14,25%, com placar de votação em 6 a 2 -os votos contrários queriam elevação de 0,5%- fica afastada a possibilidade de queda da Selic no curto prazo.

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