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Dólar atinge menor cotação do ano com exterior favorável e fator político

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ECONOMIA

Dólar atinge menor cotação do ano com exterior favorável e fator político

EULINA OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar recuou fortemente nesta quarta-feira (2), e a moeda americana à vista fechou na menor cotação do ano. Analistas apontaram como um dos fatores para o fortalecimento do real o cenário externo favorável. O outro motivo é político, pois a percepção de investidores é de que voltaram a crescer as chances de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que é considerado positivo por parte do mercado.
O Ibovespa atingiu o maior nível no ano com a disparada das ações de Vale e Petrobras, enquanto os juros futuros se ajustaram à perspectiva de manutenção da taxa básica de juros (Selic) na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central na reunião que termina nesta quarta-feira.
O real teve a maior valorização ante o dólar entre os países emergentes nesta quarta-feira. A moeda americana à vista recuou 1,72%, a R$ 3,8882, no menor valor desde 29 de dezembro de 2015. O dólar comercial fechou em baixa de 1,34%, a R$ 3,8890.
"A expectativa de novos estímulos econômicos na China impulsiona as commodities e beneficia os mercados emergentes", afirma Ignacio Crespo Rey, economista da Guide Investimentos. "Mas o quadro político interno também está influenciando os negócios, uma vez que o noticiário desfavorável ao governo leva o mercado a crer que aumentou o risco de impeachment da presidente", acrescenta.
As apostas de queda do atual governo se intensificaram com a informação de que o empresário Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da empreiteira OAS condenado a 16 anos de prisão na Operação Lava Jato, decidiu fazer um acordo de delação premiada, segundo a Folha apurou junto a profissionais e investigadores que acompanham as negociações.
JUROS
Em dia de anúncio do Copom sobre o patamar da Selic, os juros futuros passaram por ajustes, terminando em alta no curto prazo e em baixa no longo prazo. O contrato de DI para janeiro de 2017 subiu de 14,025% para 14,060%, enquanto o DI para janeiro de 2021 recuou de 15,430% para 15,300%.
A maioria das estimativas do mercado é pela manutenção da Selic em 14,25% ao ano na reunião que se encerra nesta quarta-feira. No entanto, crescem as apostas de que a taxa sofrerá um corte ainda neste ano com a perspectiva de desaceleração da inflação.
BOLSAS
Os mesmos motivos que fortaleceram o real ante o dólar nesta quarta-feira levaram o Ibovespa a terminar o pregão em alta de 1,75%, aos 44.893,48 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,771 bilhões. Foi a terceira alta seguida do índice, que encerrou no maior nível desde 17 de dezembro do ano passado.
As ações preferenciais da Petrobras ganharam 6,40%, a R$ 5,65, e as ordinárias subiram 7,00%, a R$ 8,10. O petróleo operava em alta, mas sem tanto ímpeto: em Londres, o petróleo Brent ganhava 0,71%, a US$ 37,07 o barril; nos EUA, o WTI avançava 1,08%, a US$ 34,77.
Ainda sobre a Petrobras, a diretoria da estatal aprovou o prosseguimento de duas operações de vendas de ativos. Uma das decisões prevê o início de um processo de venda de campos de petróleo em bacias terrestres. A outra abre negociação exclusiva com a Pampa Energia para a venda de suas operações na Argentina.
As duas decisões fazem parte do plano de desinvestimentos da companhia, que prevê arrecadar até o final do ano US$ 14,1 bilhões, para o pagamento de dívidas.
As ações da Vale avançaram 8,11%, a R$ 9,99 (PNA), e 11,00%, a R$ 14,22 (ON), acompanhando a alta do minério de ferro. O preço da commodity no mercado à vista da China subiu 2,4% nesta quarta-feira. As ações da Bradespar, acionista da Vale, subiram 6,91%, a R$ 4,64.
Fora do Ibovespa, as ações preferenciais da Gol ganharam 21,33%, a R$ 2,73, reagindo à medida provisória que eleva o limite de participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas dos atuais 20% para 49%.
Nos EUA, os índices acionários terminaram em alta moderada: Dow Jones avançou 0,20%, o S&P 500 ganhou 0,41% e Nasdaq, +0,29%.
Com exceção de Londres (-0,09%), as Bolsas europeias fecharam no campo positivo. Paris ganhou 0,41%; Frankfurt (+0,61%); Madri (+1,78%); e Milão (+1,08%).
As Bolsas chinesas tiveram sua melhor sessão em quatro meses, ganhando mais de 4% nesta quarta-feira, em meio a sinais de recuperação do mercado imobiliário local.
O mercado ignorou a decisão da agência de classificação de risco Moody's de cortar a perspectiva da nota da China de "estável" para "negativa". No restante da Ásia, as ações também tiveram fortes altas.

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