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Expectativa de novos estímulos anima mercados; Bolsa sobe 3,10%

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ECONOMIA

Expectativa de novos estímulos anima mercados; Bolsa sobe 3,10%

EULINA OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As Bolsas globais fecharam com altas expressivas nesta terça-feira (1), após dados industriais fracos na China e na zona do euro alimentarem expectativas de que bancos centrais lançarão novos estímulos econômicos. Dados positivos sobre a economia norte-americana e o petróleo em alta também aumentaram o apetite por risco.
O otimismo nos mercados continuou um dia após o banco central chinês ter anunciado um corte na taxa de compulsório em 0,5 ponto percentual para todos os bancos, de forma a aumentar a liquidez no mercado.
O Ibovespa encerrou em alta de 3,10%, aos 44.121,79 pontos, no nível mais alto desde 17 de dezembro de 2015. Desde 23 de dezembro o índice não ultrapassava os 44 mil pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,128 bilhões.
As ações da Petrobras subiram 3,30% (PN), a R$ 5,31, e 2,99%, a R$ 7,57 (ON). Após exibir volatilidade mais cedo, os preços do petróleo se firmaram no campo positivo; o Brent avançava 2,45%, a US$ 36,85 o barril, e o WTI ganhava 1,90%, a US$ 34,39.
Contribuiu para o avanço da commodity a informação de que a produção de países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) caiu em fevereiro, segundo a agência de notícias Bloomberg. A produção passou de 33,139 milhões de barris diários em janeiro para 33,060 milhões de barris diários no mês passado. O declínio foi liderado pelo Iraque e pela Nigéria.
As ações da Vale ficaram entre as maiores altas do índice, impulsionadas ainda pelo avanço nos preços do minério. A ação PNA ganhou 7,94%, a R$ 9,24, e a ON subiu 8,46%, a R$ 12,81.
EXTERIOR
Em Nova York, o índice Dow Jones terminou o pregão com ganho de 2,11%; o S&P 500 subiu 2,39% e o Nasdaq, +2,89%.
Os índices foram impulsionados pela notícia de que o setor industrial dos EUA contraiu em fevereiro, mas em ritmo mais lento do que no mês anterior. Além disso, os gastos com construção de janeiro no país chegaram ao nível mais alto desde 2007, e a venda de veículos aumentou no mês passado.
As Bolsas europeias fecharam no terreno positivo: Londres (+0,92%), Paris (+1,22%), Frankfurt (+2,34%), Madri (+1,77%) e Milão (+2,21%).
Chamou a atenção dos investidores a Pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro, que mostrou que a atividade industrial da região em fevereiro cresceu no ritmo mais fraco em um ano.O PMI de indústria calculado pela empresa Markit para a zona do euro caiu para 51,2, ante 52,3 em janeiro.
Na China, a atividade do setor industrial encolheu mais força do que o esperado em fevereiro. O PMI oficial caiu para 49,0 em fevereiro ante 49,4 em janeiro e abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Foi a leitura mais baixa desde novembro de 2011.
Analistas apontam que os PMIs mais fracos na Ásia e na zona do euro aumentam as chances de os bancos centrais estenderem seus programas de estímulos econômicos. Por outro lado, avaliam que os dados positivos sobre a economia americana não seriam suficientes para levar o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) a elevar logo os juros.
Corroboraram essa visão declarações do presidente do Fed de Nova York, William Dudley, nesta terça-feira. Dudley afirmou que vê riscos de baixa à sua perspectiva econômica para os EUA. A avaliação que pode indicar uma pausa mais longa antes do próximo aumento de juros pelo banco central norte-americano do que seus colegas haviam sinalizado.
"Neste momento, julgo que a balança de riscos para minhas perspectivas de crescimento e inflação podem estar começando a inclinar ligeiramente para baixo", disse Dudley em declarações em uma conferência em Hangzhou, na China, patrocinada pelo banco central chinês e pelo Fed de Nova York.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,85%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,71%.
DÓLAR E JUROS
O otimismo nos mercados e a alta das commodities levaram o dólar a cair ante o real: a moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 0,36%, a R$ 3,9564, e o dólar comercial recuou 1,54%, a R$ 3,9420.
Os juros futuros se mantiveram em baixa, um dia antes do anúncio, pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, sobre o patamar da taxa básica de juros (Selic). O contrato de DI para janeiro de 2017 passou de 14,180% para 14,025%; e o DI para janeiro de 2021 saiu de 15,580% para 15,430%.
"Apesar de as apostas serem na manutenção da Selic em 14,25% ao ano, a possibilidade de cortes já vem sendo comentada, principalmente após o relatório Focus ter trazido melhora nas expectativas de inflação deste ano", destaca a equipe de análise da Ativa Investimentos.
Analistas ressaltam também que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) desacelerou a alta a 0,76% em fevereiro, após subir 1,78% em janeiro, principalmente em função da deflação de energia elétrica.

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