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TJ afasta, de novo, administrador da massa falida do Cruzeiro do Sul

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ECONOMIA

TJ afasta, de novo, administrador da massa falida do Cruzeiro do Sul

GRACILIANO ROCHA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O desembargador Enio Zuliani, da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo, anulou a nomeação de Valdor Faccio para administrar a massa falida do antigo Banco Cruzeiro do Sul.
A decisão provisória é do dia 25 de fevereiro e ainda será julgada pelo colegiado da Câmara.
Faccio é o segundo administrador da massa falida afastado por ordem judicial por conflitos de interesse.
Em dezembro, em decisão colegiada, o TJ já havia afastado Vânio Aguiar pelo fato de ele acumular, ao mesmo tempo, as massas falidas do Cruzeiro do Sul e do Banco Santos.
Para o TJ, houve conflito de interesse porque, como a massa falida do Santos cobra na Justiça R$ 300 milhões do Cruzeiro do Sul, Aguiar foi simultaneamente administrador de duas partes em litígio.
Em 21 de janeiro, o juiz da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, Paulo Furtado, nomeou dois administradores para o Cruzeiro do Sul: Valdor Faccio e a Laspro Consultores Ltda, representada pelo advogado Oreste Nestor de Souza Laspro.
Faccio também é administrador judicial da empresa Procid Participações e negócios, empresa controladora do antigo Banco Santos.
Os antigos donos do Cruzeiro do Sul, Luis Felippe e Luis Octávio Índio da Costa, recorreram ao TJ contra a nomeação de Faccio.
"O juízo de origem 'contornou' a situação de conflito que motivara a substituição de Vânio Aguiar, nomeando o administrador judicial da controladora do Banco Santos. Ou é deboche ou é dolo", diz a petição assinada pelos advogados dos Índio da Costa.
"Até mesmo um néscio percebe que o sr. Valdor tem tanto interesse na vitória do Banco Santos no litígio travado contra o Cruzeiro do Sul quanto tinha o sr. Vânio", continua.
IMBRÓGLIO BILIONÁRIO
O imbróglio dos administradores não é o único envolvendo o Cruzeiro do Sul, que entrou em liquidação judicial em setembro de 2012 por decisão do Banco Central.
Os antigos controladores do Cruzeiro do Sul ajuizaram ação pedindo indenização que pode superar R$ 2 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito - instituição que geriu os ativos do banco após a liquidação.
Eles acusam os diretores do FGC de ter desviado R$ 70 milhões. A PF também investiga o caso.
OUTRO LADO
Até a publicação desta reportagem, a Folha de S.Paulo não havia conseguido ouvir os advogados de Valdor Faccio.

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