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Câmbio pode amenizar queda do setor de máquinas e equipamentos

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ECONOMIA

Câmbio pode amenizar queda do setor de máquinas e equipamentos

BRUNO VILLAS BÔAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Com a economia em recessão e os investimentos retraídos, o setor de máquinas e equipamentos continua sem ver uma luz no fim do túnel e deve registrar seu quarto ano consecutivo de queda no faturamento em 2016.
A valorização do dólar frente ao real pode contribuir, no entanto, para que a queda do setor seja menos amarga do que da indústria em geral, diz a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).
Mario Bernardini, diretor de competitividade da Abimaq, estima que o setor deve registrar uma queda de 5% a 6% no faturamento este ano. É uma queda dura, mas menos intensa do que a do ano passado, quando foi de 14,4%.
Segundo ele, com o dólar a R$ 4, parte das máquinas e equipamentos produzida no Brasil passa a ser mais competitiva do que equipamentos importados. Isso permitiria aos fabricantes brasileiros substituir importados.
"Metade das máquinas consumidas no país é importada. Desta metade, uma parte tem equivalente produzido no país. Então, pode ser que o setor consiga ter uma queda menor do que a indústria em geral", disse ele.
Além disso, os fabricantes nacionais estariam mais competitivos para aumentar sua presença no mercado internacional.
Para ele, o importante é que o câmbio se mantenha em um patamar considerado competitivo ao longo deste ano, o que dependeria de o BC (Banco Central) não intervir na cotação da moeda.
"O câmbio chegou a um patamar competitivo não pelo desejo do governo, mas imposto pelo mercado. O BC sonha em reduzir esses cambio porque é um importante instrumento para controle de inflação", disse Bernardini.
PRODUÇÃO
Nesta terça-feira (24), a Abimaq divulgou o balanço do setor para o mês de janeiro. Os dados mostraram uma faturamento de R$ 4,1 bilhões no mês, queda de 35% frente a janeiro do ano passado.
Já o consumo aparente da indústria de máquinas e equipamentos (resultado da produção e importações, menos o que é exportado) foi de R$ 8,2 bilhões em janeiro, queda de 25% em comparação ao mesmo mês do ano passado.
A ociosidade do setor chegou a 40%, um recorde. E com a perspectiva de uma nova queda nas vendas este ano, a tendência é que o número fique ainda pior, disse Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq.
Sobre o rebaixamento da nota de classificação de risco (rating) do Brasil pela Moody's, Pastoriza disse que a decisão não vai impactar o setor porque era esperada e porque outras duas agências já haviam cortado a nota.

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