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Bolsa cai mais de 2% e dólar encosta nos R$ 4

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ECONOMIA

Bolsa cai mais de 2% e dólar encosta nos R$ 4

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A aversão ao risco nos mercados globais, causada principalmente pela queda dos preços do petróleo, e a perda do grau de investimento do Brasil pela agência de classificação de risco Moody's levam o Ibovespa a cair mais de 2% nesta quarta-feira (24). O dólar voltou a ser negociado acima de R$ 4,00 durante a manhã, enquanto os juros futuros subiam.
A agência de classificação de risco Moody's anunciou nesta quarta-feira (24) o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, o que significa que o país perdeu o último selo de bom pagador que detinha entre as três maiores agências de risco do mundo.
Para analistas, porém, a perda do selo de bom pagador do Brasil concedido pela Moody's era amplamente esperada pelos investidores. "A decisão da Moody's já estava precificada pelo mercado; inclusive, chegou atrasada, demorou muito para acontecer", diz Flávio Conde, analista do site WhatsCall?.
Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos, avalia que o rebaixamento da nota do país em dois degraus pela Moody's não surpreende, pois fica no mesmo nível da nota do Brasil pela Standard & Poor's. "Como já era aguardada, não é a perda do grau de investimento do país pela Moody's que está afetando o mercado local; o que está influenciando mesmo é o cenário externo", diz.
Os especialistas chamam a atenção para a perspectiva negativa das notas do país pelas agências de classificação de risco, o que significa que novos rebaixamentos podem ocorrer.
PETRÓLEO
No cenário externo, o petróleo volta a preocupar os investidores. Em Londres, o petróleo Brent recuava 1,80%, a US$ 32,67 o barril; nos EUA, o WTI caía 3,23%, a US$ 30,84.
Os mercados ainda reagem a declarações do ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, nesta terça-feira (23), de que a Arábia Saudita não vai cortar a produção de petróleo, embora mantenha o compromisso de congelá-la a níveis de janeiro, desde que mais países participem do acordo.
Também pesa o fato de o ministro do Petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, ter afirmado, também nesta terça-feira, que "é ridículo para a Arábia Saudita propor para outras nações que congelem a produção quando o reino já aumentou a produção para mais de 10 milhões de barris por dia". Além disso, o Irã planeja aumentar sua produção de petróleo.
O Ibovespa recuava 2,78%, aos 41.339,85 pontos. As ações da Petrobras perdiam 4,67%, a R$ 4,69 (preferenciais) e 3,67%, a R$ 6,82 (ordinárias). Os papéis da mineradora Vale caíam 5,88%, a R$ 8,47 (PNA ) e 6,13%, a R$ 11,62 (ON).
Entre os bancos, as ações do Itaú Unibanco perdiam 2,69%, a R$ 24,22; Santander, -1,33%, a R$ 14,00; Bradesco PN, -2,89%, a R$ 20,12; e Banco do Brasil ON, -4,21%, a R$ 12,95.
As Bolsas europeias também operavam em queda: Londres (-1,69%); Paris (-2,60%); Frankfurt (-2,88%); Madri (-3,29%) e Milão (-2,81%).
Em Nova York, os índices abriram em queda: Dow Jones (-1,33%), S&P 500 (-1,41%) e Nasdaq (-1,42%).
As Bolsas chinesas fecharam em alta nesta quarta-feira sustentadas pelos setores de infraestrutura e indústria, mas no restante da Ásia os índices recuaram pressionados pela queda do petróleo.
O dólar à vista chegou a ser negociado acima de R$ 4, mas perdeu fôlego e ganhava 0,61%, a R$ 3,9939, enquanto o dólar comercial subia 0,80%, a R$ 3,9950.
Os juros futuros subiam: o contrato de DI para janeiro de 2017 passava de 14,205% na véspera para 14,210%; o DI para janeiro de 2021 saía de 15,620% para 15,760%.

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