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BC vê restrição de oferta e demanda no crédito e aumento de inadimplência

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ECONOMIA

BC vê restrição de oferta e demanda no crédito e aumento de inadimplência

EDUARDO CUCOLO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A desaceleração do estoque de crédito no início de 2016 reflete, segundo o Banco Central restrições de oferta de demanda, em um ambiente de aumento de juros e inadimplência.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, afirmou que há uma sazonalidade no mês de janeiro, que atinge principalmente o crédito às empresas. No ano passado, houve queda de 0,2% em relação a dezembro de 2014. Neste ano, a retração foi maior, de 0,6%.
"Adiciona-se a isso a retração da atividade econômica que vem sendo observada desde o ano passado e também contribui para essa redução no saldo neste início de ano, além de outros fatores que já estavam presentes, como maior custo do crédito", afirmou Maciel.
No acumulado em 12 meses, o ritmo de crescimento caiu de 6,7% para 6,2% nos últimos dois meses. Descontada a inflação, o crédito encolheu cerca de 4% em relação a janeiro do ano passado.
Maciel disse que há um problema tanto de oferta como de demanda. "Em ambiente de redução da atividade e elevação do custo do crédito, você certamente reduz estímulos tanto do lado da demanda quanto da oferta. É o que nossas sondagens de condições de crédito têm mostrado."
Sobre a inadimplência, afirmou que ela vem crescendo gradualmente, mas em um ritmo moderado diante da magnitude da contração na atividade econômica.
A inadimplência para pessoas físicas subiu pelo quarto mês seguido, para 5,4%, no crédito ao consumo. Um ano antes, estava em 4,4%.
"Isso tem um aspecto positivo, de permitir renegociações com os bancos. O segundo aspecto é que os próprios bancos podem adequar seu nível de provisionamento [contra perdas]", afirmou.
O BC prevê que esse movimento de alta deve se manter e que os atrasos estão mais concentrados em pequenas e médias empresas. Para pessoas jurídicas, os atrasos passaram de 3,5% para 4,7% nas operações com taxas livres de mercado.
Maciel disse ainda ver uma tendência de elevação das taxas de juros, que responde a essas condições atuais de crédito.
Sobre o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Moody's nesta quarta-feira (24), afirmou que os cortes promovidos anteriormente por outras agências tiveram impactos mais relevantes. "Não é isso que vai alterar o cenário de crédito no país."

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