Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Bolsa sobe 3% e dólar recua com China e commodities; juros futuros caem

Loading...

ECONOMIA

Bolsa sobe 3% e dólar recua com China e commodities; juros futuros caem

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O bom humor predomina nos mercados globais nesta segunda-feira (22), com a alta dos preços das commodities e a sinalização de que o governo chinês aumentará os estímulos econômicos. O Ibovespa avança, enquanto o dólar e os juros futuros recuam.
Há pouco, o principal índice da Bolsa paulista subia 3,00%, aos 42.788,46 pontos. As ações preferenciais da Petrobras ganhavam 4,93%, a R$ 4,68, e as ordinárias tinham alta de 6,50%, a R$ 6,89, impulsionadas pelo avanço dos preços do petróleo.
Em Londres, o Brent ganhava 4,88%, a US$ 34,62 o barril; nos EUA, o WTI subia 6,55%, a US$ 31,58 o barril. A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) informou que espera que a produção de xisto nos EUA recue neste ano e no próximo, possivelmente aliviando o excesso de oferta mundial.
Já as ações PNA da Vale subiam 6,44%, a R$ 9,25, e as ordinárias avançavam 7,52%, a R$ 12,72. Os preços do minério de ferro no mercado à vista da China saltaram 7% nesta segunda-feira, para mais de US$ 50 por tonelada, acompanhando movimento de alta nos mercados futuros de minério de ferro e de aço, em meio a sinais de recuperação da demanda.
As Bolsas chinesas subiram mais de 2% e atingiram o maior patamar em quatro semanas, lideradas pelos setores imobiliário e de matérias-primas.
Os investidores comemoraram a decisão do governo chinês de substituir o chefe do principal órgão regulador de valores mobiliários e indicar que o governo está aumentando seus esforços de estímulos econômicos.
O índice Nikkei, do Japão, recuperou as perdas de mais cedo e terminou com alta de 0,9%, estimulado pelo recuo do iene.
As Bolsas europeias também operam no azul: Londres ganhava 1,49%;, Paris (+1,48%); Frankfurt (+1,66%); Madri (+1,97%); e Milão (+2,80%).
Nos EUA, os índices também abriram em alta: o Dow Jones ganhava 1,33%, o S&P 500 subia 1,29% e o Nasdaq, +1,49%.
DÓLAR E JUROS
No mercado de câmbio, a alta das commodities no mercado internacional e as notícias vindas da China impulsionam o real ante o dólar. A moeda americana à vista recuava 2,38%, a R$ 3,9469; o dólar comercial perdia 1,88%, a R$ 3,9480.
"A semana começa com um tom favorável nos mercados internacionais. Resta saber se vai durar, porque o mercado tem estado muito volátil nas últimas semanas", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, João Paulo de Gracia Correa.
No cenário local, investidores continuavam apreensivos com as perspectivas fiscais para o Brasil, após o governo anunciar propostas que abrem espaço para novo deficit primário em 2016.
No radar também está a notícia de que o publicitário João Santana, que encabeçou campanhas presidenciais petistas, e a empreiteira Odebrecht são alvo da 23ª fase da Operação Lava Jato, iniciada na manhã desta segunda-feira e intitulada "Acarajé". A Lava Jato investiga o esquema de corrupção na Petrobras.
Os juros futuros se mantêm em queda, com a sinalização do Banco Central de que manterá a taxa básica de juros, a Selic, no patamar de 14,25% ao ano nos próximos meses.
O contrato de DI para janeiro de 2017 recua de 14,235% na sexta-feira para 14,165%, enquanto o DI para janeiro de 2021 passa de 15,750% para 15,430% .
A pesquisa Focus, do BC, mostrou que a expectativa do mercado é que a taxa básica de juros (Selic) encerre o ano no patamar atual, a 14,25%, mesma previsão da semana passada. Para 2017, o mercado revistou levemente para baixo a projeção, que caiu de 12,75% na semana passada para 12,63% nesta semana.

O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Últimas Notícias