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Dólar volta a ficar acima de R$ 4; Bolsa recua e juros futuros sobem

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ECONOMIA

Dólar volta a ficar acima de R$ 4; Bolsa recua e juros futuros sobem

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar voltou a ficar acima dos R$ 4 nesta quinta-feira (18). A alta foi motivada pelas preocupações em relação à situação fiscal do Brasil e pelas incertezas políticas e econômicas, potencializadas pelo novo rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor's na véspera. O Ibovespa recuou e os juros futuros subiram.
O cenário externo começou o dia favorável, com o petróleo dando continuidade ao movimento de alta, mas à tarde os preços da commodity mostraram volatilidade, se revezando entre altas e baixas.
O dólar à vista fechou em alta de 1,58%, a US$ 4,0433; o dólar comercial ganhou 1,35%, a R$ 4,0480.
A reação nos mercados ao novo rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor's no fim da tarde desta quarta-feira (17) foi limitada porque o país já era classificado como grau especulativo pela agência.
O cenário pessimista foi reforçado pela divulgação de indicadores. A economia brasileira fechou 2015 com retração de 4,1%, de acordo com o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central). E as indústrias cortaram em 6,2% o número de pessoas ocupadas no setor em 2015, segundo dados divulgados pelo IBGE
Além disso, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) projeta uma retração de 4% da economia brasileira neste ano e prevê recuperação apenas em 2017.
JUROS
No mercado de juros futuros, depois de recuarem nos últimos dias com a perspectiva de que não haverá novos aumentos da taxa básica de juros (Selic), os contratos de DI subiram. O contrato de DI para janeiro de 2017 avançou de 14,240% na quarta-feira para 14,320%; o contrato de DI para janeiro de 2021 passou de 15,750% para 15,880%.
O Banco Central avalia que não há espaço para reduzir a taxa básica de juros, apesar da expectativa de crescimento mais baixo da economia brasileira. O corte da taxa básica, que está em 14,25% ao ano desde julho de 2015, é uma das principais demandas de partidos e entidades ligados ao governo que defendem mudanças na política econômica.
Nesta quarta-feira, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, afirmou as expectativas de um desempenho ainda pior das economias brasileira e mundial devem contribuir para a queda da inflação em 2016. Mesmo assim, a instituição avalia que "não pode descuidar de idiossincrasias e particularidades de nossa realidade", como a indexação de preços e a expectativa de inflação ainda alta neste e no próximo ano.
PETRÓLEO
O petróleo Brent chegou a subir para mais de US$ 35 o barril nesta quinta-feira, após o Irã ter dito na véspera que planos de Arábia Saudita e Rússia para congelar a produção são bem-vindos. À tarde, porém, a commodity mostrou volatilidade.
O fato novo é que o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, afirmou que o país "não está preparado" para cortar a produção de petróleo, segundo a agência AFP.
"Se outros produtores querem limitar ou concordar com um congelamento em termos de produção adicional, isso pode ter um impacto no mercado, mas a Arábia Saudita não está preparada para cortar a produção", disse al-Jubeir, em entrevista à agência.
Em Londres, o Brent perdia 1,01%, a US$ 34,15; nos EUA, o WTI subia 0,20%, a US$ 30,72.
BOLSAS
O novo rebaixamento da nota do Brasil contribuiu para a queda do Ibovespa, que passou por realização de lucro e caiu após quatro pregões consecutivos de alta. O principal índice da Bolsa paulista perdeu 0,37%, aos aos 41.477,63 pontos.
Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest, chama a atenção para o baixo volume que tem sido negociado na Bolsa -nesta quinta-feira, foi de R$ 4,792 bilhões. "Enquanto o cenário interno não melhorar, vamos ver essa situação; a Bolsa não tem volume, porque está na mão de investidores de curto prazo", afirma.
Mesmo depois de a nota da Petrobras ter sido rebaixada pela S&P, as ações da estatal chegaram a subir pela manhã. No entanto, inverteram o sinal, acompanhando os preços do petróleo. As ações preferenciais recuaram 1,92%, a R$ 4,59, enquanto as ordinárias caíram 2,65%, a R$ 6,60.
As ações de bancos reagiram à redução de nota pela S&P: Itaú Unibanco PN (-2,02%), Santander unit (-0,42%), Bradesco PN (-2,02%) e Banco do Brasil ON (-3,66%).
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones perdia 0,17%, o S&P 500 recuava 0,37% e o Nasdaq,-0,89%, também sob influência dos preços do petróleo.
Na Europa, a maioria das Bolsas fechou em baixa: Londres (-0,97%), Madri (-0,83%) e Milão (-1,53%). As exceções foram Paris (+0,15%) e Frankfurt (+0,92%).
Ainda na Europa, na manhã desta quinta (18), o BCE (Banco Central Europeu) divulgou a ata de sua reunião de janeiro. Os riscos ao crescimento e à inflação estão aumentando na zona do euro, mostrou o documento.
Ainda que o BCE tenha deixado os juros inalterados em janeiro, o banco prometeu revisar e possivelmente recalibrar sua política monetária no dia 10 de março, uma declaração entendida pelos mercados como probabilidade alta de mais afrouxamento monetário.
Na Ásia, a recuperação dos mercados acionários chineses mostrou sinais de esgotamento nesta quinta-feira (18), com os principais índices devolvendo ganhos iniciais e fechando com pequenas quedas.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,31%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,16%.
Já no restante da Ásia as ações subiram com mais ganhos do petróleo. O índice Nikkei do Japão continuou a se recuperar da mínima de 16 meses atingida na semana passada, subindo 2,3% e ignorando a maior queda nas exportações domésticas desde 2009.

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